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Barulho13/11/2018 | 08h46Atualizada em 13/11/2018 | 14h06

Bombeiros recebem cerca de 200 chamados relacionados a tremor em Caxias

Há relatos de estrondo seguido de trepidação principalmente na Zona Leste da cidade

Bombeiros recebem cerca de 200 chamados relacionados a tremor em Caxias Reprodução/
Foto: Reprodução

O Corpo de Bombeiros de Caxias do Sul recebeu cerca de 200 chamados relacionados a tremores de terra na noite de segunda-feira. As ligações iniciaram por volta de 21h15min e cessaram às 23h. Há relatos de estrondo seguido de tremor.  

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As ocorrências sobre o fenômeno se concentraram na Zona Leste, principalmente nos bairros Sagrada Família, Petrópolis, Nossa Senhora de Lourdes e Ana Rech. Nesses locais, alguns moradores saíram das casas e se juntaram na rua. Caminhões da corporação chegaram a ir até alguns endereços para verificar a situação e dar apoio à população. Não há relatos de feridos.

A corretora de imóveis Sheila Escobar, 26 anos, moradora do bairro de Lourdes, relata que inicialmente pensou se tratar de uma batida de caminhão no prédio onde mora.

— Fui olhar na janela e não havia nada, mas todos os moradores estavam na janela olhando também, então, achei que podia ser algo no prédio e desci. Até o zelador achou que poderia ter sido um gás que estourou, mas iria explodir os vidros. No caso, os vidros só tremeram — lembra. 

O fenômeno também foi sentido por estudantes que estavam na Universidade de Caxias do Sul, no bairro Petrópolis, porém, conforme a assessoria de imprensa da instituição, o setor de segurança não registrou necessidade de evacuação dos prédios.

— Senti o tremor e um estrondo, só não lembro se (o barulho) foi antes ou depois do tremor. Minha filha ficou com medo, me pedia se a casa ia cair, se ia vir terra por cima de nós — conta a autônoma Jusara Araujo, 54 anos, moradora do bairro Presidente Vargas.

Em abril de 2015, moradores dos bairros Jardim Eldorado e Serrano relataram tremores de terra durante a noite de 16 de abril. Na ocasião, os abalos foram registrados pela rede de sismógrafos dos observatórios sismológicos mantidos pela Universidade de Brasília e também pela Universidade de São Paulo (USP).  Os equipamentos registraram abalos entre 1,9 e 2 graus na escala Richter

Em agosto de 2014, em Gramado, o sismógrafo instalado no Parque do Caracol, em Canela, registrou abalo sísmico de 3,2 graus na Escala Richter. Os tremores ocorreram seguidos de estrondos, ouvidos por vários moradores de cinco bairros de Gramado.  

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