Amesne vai solicitar que Caxias devolva recursos de cirurgias eletivas em traumato-ortopedia - Geral - Pioneiro

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Alta complexidade21/11/2018 | 15h08Atualizada em 21/11/2018 | 15h08

Amesne vai solicitar que Caxias devolva recursos de cirurgias eletivas em traumato-ortopedia

Pacientes de 34 municípios estão sem procedimentos há anos

Amesne vai solicitar que Caxias devolva recursos de cirurgias eletivas em traumato-ortopedia Roni Rigon/Agencia RBS
Amesne tenta articulação para que outro município assuma os atendimentos Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

 A Associação de Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne) solicitará à prefeitura de Caxias do Sul a devolução de recursos referentes a cirurgias de alta complexidade em traumato-ortopedia que deixaram de ser feitas para pacientes de 34 municípios nos últimos quatro anos. A definição ocorreu na terça-feira (21), depois da reunião com o prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra. No encontro, a Amesne pretendia reverter a decisão de que o Hospital Pompéia não seja referência para essas cidades que compõem as microrregiões de saúde 25, Vinhedos e Basalto, e 26, Uva e Vales.

O entendimento da Amesne é que parte do recurso destinado às cirurgias está sendo utilizada indevidamente por pacientes de outras 15 cidades que seguem com atendimento regular. Segundo o presidente da entidade e prefeito de Veranópolis, Waldemar de Carli, R$ 140 mil são destinados mensalmente para os moradores dos 34 municípios.

— O recurso é pouco, mas poderá servir a vários pacientes. Poderão ser feitas de 10 a 15 cirurgias por mês, dependendo da gravidade — afirma De Carli. 

O presidente da Amesne diz que hoje há 2,8 mil pacientes na lista de espera pelos atendimentos na região da associação - metade deles em Caxias do Sul, que também compõe a entidade. O valor para devolução ainda será calculado. É que uma parte é utilizada em casos de urgência e emergência, que são atendidos pelo Pompéia.

A Secretaria da Saúde de Caxias do Sul chegou a enviar um ofício à 5ª Coordenadoria Regional de Saúde (5ª CRS) comunicando o fim da prestação também desse serviço. Na época, o argumento foi a capacidade instalada, o recurso financeiro disponível para os atendimentos, a demanda reprimida atual e o tempo médio de espera para cirurgia. 

Conforme a prefeitura, Caxias recebe R$ 273 mil por mês do governo federal para todos os procedimentos. Agora, a administração municipal decidiu manter o Pompéia como referência para a urgência e emergência, mas argumenta que os procedimentos eletivos aumentariam a fila de espera. 

— Aumentaríamos o tempo de espera, que é de um ano e meio, para mais de seis anos. Precisamos diminuir a fila, não encorpá-la. Seriam 37 cirurgias por mês para atender 49 municípios. Esse pacto firmado ainda em 2015 não é viável e pode gerar um descompasso ainda maior na saúde pública. O que podemos assegurar por enquanto é o atendimento de urgência e emergência às 48 cidades — disse Guerra na reunião. 

A Amesne e a 5ª CRS trabalharão para tentar habilitar o Hospital Virvi Ramos, também de Caxias, para prestar o serviço aos 34 municípios, com o remanejamento dos recursos. O assunto ainda tem de ser alinhado com a diretoria da instituição, mas já houve manifestação de interesse. A proposta de redistribuir o valor tem o apoio da Secretaria da Saúde de Caxias. 

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