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Solidariedade19/10/2018 | 09h00Atualizada em 19/10/2018 | 09h08

Estudante de Farroupilha cria campanha para comprar medicação de R$ 7 mil

Kauan Cardoso Machado, 15 anos, é portador da síndrome de hiper-IgM, que afeta o sistema imunológico

Estudante de Farroupilha cria campanha para comprar medicação de R$ 7 mil acervo de família/Divulgação
A família de Kauan descobriu a doença quando ele tinha 1 ano Foto: acervo de família / Divulgação

Há 14 anos, o maior desejo dos familiares do estudante Kauan Cardoso Machado, 15 anos, é que ele tenha saúde para aproveitar a vida como qualquer garoto. O jovem, morador de Farroupilha, é portador da síndrome de hiper-IgM, que afeta o sistema imunológico. Uma das esperanças da família é uma medicação importada que promete oferecer mais qualidade de vida. Porém, o tratamento experimental custa cerca de R$ 7 mil por mês, valor que excede totalmente a renda dos pais e do irmão. Por isso, uma das alternativas é a doação por meio de uma vaquinha virtual que pretende arrecadar R$ 100 mil. 

A doença de Kauan foi descoberta quando ele tinha pouco mais de um ano. Os primeiros sintomas foram feridas na boca que logo se transformaram em complicações mais sérias, como gripes e infecções. Um dos episódios mais graves foi uma bactéria que se instalou no intestino do garoto no início deste ano e fez com que ele chegasse aos 35 quilos. 

— Qualquer mudança de tempo ou virose atinge o Kauan. É muito delicado — diz o irmão do adolescente, o vendedor Maicon Cardoso Machado.

A cura para a doença dele só seria possível com o transplante de medula. No entanto, nenhum doar compatível foi encontrado até agora, mesmo diante dos esforços da família em promover diversas campanhas em Farroupilha. Os dados de Kauan também estão num sistema mundial, aguardando a compatibilidade.

Meses atrás, a família descobriu a medicação importada Imukin, que pode fortalecer a saúde do menino. Porém, agora o empecilho é financeiro, já que os pais não têm como bancar o alto valor mensal. 

— Não existe uma expectativa de cura, mas o remédio é capaz de fortalecer o sistema imunológico, a fim de que ele tenha uma qualidade de vida melhor. No caso do Kauan, diminuiu os efeitos da bactéria no intestino e melhorou a resistência dele a pegar novas infecções. Dá para perceber uma reação — diz Maicon, explicando que o garoto teve acesso a uma dose da medicamento por meio de uma doação. 

Hoje, a rotina do Kauan e da mãe é dividida entre o tratamento no Hospital de Clínicas em Porto Alegre e a casa da família, em Farroupilha. A mulher teve de deixar o trabalho para se dedicar exclusivamente à saúde do filho, o que impacta também na renda da família. 

— O tratamento custa de R$ 6 mil a R$ 7 mil por mês por causa da variação do dólar. Já fizemos outras campanhas, como almoços e rifas, mas hoje estamos apostando na vaquinha on-line. Infelizmente, não temos como pagar todo esse valor — reforça o irmão de Kauan.

COMO AJUDAR

:: Pela vaquinha on-line no link www.vakinha.com.br/vaquinha/campanha-um-ato-de-amor-kauan

:: Ou pelas contas bancárias abaixo: 

Banco Itaú
Conta poupança
Agência 1438
Conta 21227-4/500
Marly Delfino Cardoso
CPF 450.198.600-00

Caixa Econômica Federal
Conta poupança
Agência 0474
Conta 95818-2
Operação 013
Maicon Cardoso Machado
CPF 009.462.980-33


 
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