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Outubro Rosa17/10/2018 | 07h28Atualizada em 17/10/2018 | 07h28

Caxiense que descobriu câncer de mama durante a gestação comemora primeira vitória

Aos 34 anos, Íssia teve o primeiro filho em meio às quimioterapias

Caxiense que descobriu câncer de mama durante a gestação comemora primeira vitória Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Heitor sequer completou três meses de vida, mas já é o amuleto da sorte da engenheira de produção Íssia Benedetti Adami, 34 anos. O choro tímido do bebê é capaz de injetar-lhe mais ânimo e força do que a própria quimioterapia que ela encara há alguns meses: a ligação entre os dois ficou ainda mais forte porque o diagnóstico do câncer de mama de Íssia surgiu durante a gestação de Heitor, em maio deste ano.

— A gente não enlouqueceu por pouco. Em uma hora, você está nas consultas do pré-natal. Dias depois, na quimioterapia. Eu tinha de ficar bem não só por mim, mas por ele _ conta Íssia.

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Foi durante o banho, no sétimo mês gestacional, que ela sentiu algo diferente na mama direita. Estava mais dura, densa. A médica quis vê-la no dia seguinte, e os exames que chegaram na mesma semana confirmaram o diagnóstico: o crescimento de dois tumores malignos, que precisavam ser freados imediatamente, iria tornar a experiência da maternidade um pouquinho mais difícil, mas não impossível. 

O desafio foi driblado por Íssia dia após dia, com a ajuda da família e do marido, Flávio Roberto Adami. A gravidez de Heitor foi planejada, e o primogênito era muito sonhado pelo casal, morador da Linha 40, em Caxias do Sul. Íssia decidiu então que os pensamentos negativos que insistiam em surgir precisavam desaparecer. 

— Os sintomas foram suportáveis, os enjoos, a sonolência. Como não queria me esconder, decidi contar para todas as pessoas mais próximas o que estava acontecendo. Decidi encarar de frente, de peito aberto _ afirma.

Como os tumores cresceram rapidamente de uma semana para outra, os médicos decidiram começar o tratamento quimioterápico antes da cirurgia. Assim, a evolução dos tumores, que estavam com 1,2 e 2,5 centímetros, seria interrompida. As quimios começaram em 12 de junho pelo ciclo vermelho, o mais forte e que causa sensação de maior fraqueza na paciente. Foram duas sessões até a cesárea de Heitor. Com 52 centímetros e 3,4 quilos, o menino nasceu no dia 20 de julho. Ela retomou as quimioterapias, mas agora chega em casa feliz porque irá pegar o pequeno no colo. O único entrave é que ela não pode amamentar, já que as substâncias usadas nos tratamentos podem diminuir as células de defesa da criança. Mas até isso deixou de ser problema: Íssia passou a agradecer que existem alternativas para sacear a fome do pequeno:

— A quimioterapia me possibilitou gerar uma vida. Isso não pode ser tão ruim, não é? 

PROGRAME-SE

:: Neste sábado, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) terão atendimento exclusivo de mulheres para solicitação de mamografia, além da coleta do exame citopatológico. As UBSs ficarão abertas das 9h30min às 16h.

:: Até o dia 31, ocorre a campanha de arrecadação de toucas e acessórios para cabelo para doação às mulheres em tratamento contra o câncer, promovida pela Secretaria Municipal de Recursos Humanos e Logística (SMRHL). São pontos de coleta as secretarias municipais, autarquias municipais, a FAS e a Câmara.

:: Uma oficina de dança é realizada hoje à tarde na recepção da Unacon, no Hospital Geral.

:: No dia 26, próxima sexta-feira, ocorrerá a Caminhada do Bem, com saída às 9h do HG. 





 
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