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Causa animal14/10/2018 | 15h56Atualizada em 14/10/2018 | 16h36

Cães que vivem em condições precárias em Campestre da Serra estão disponíveis para adoção

Denúncia sobre maus-tratos foi registrada na Polícia Civil

Cães que vivem em condições precárias em Campestre da Serra estão disponíveis para adoção Fran Bavaresco/divulgação
Animais tèm pouca água e comida Foto: Fran Bavaresco / divulgação
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Estão para adoção os cães que vivem em condições precárias numa propriedade particular em Campestre da Serra. A situação dos bichos foi denunciada na Polícia Civil de Caxias do Sul pela presidente da ONG Na Rua Nunca Mais, Paula Terres. O caso também vem sendo acompanhado pela vereadora do Legislativo de Campestre da Serra Márcia Brezolin dos Santos.

Conforme Nathália Gobbato Mota, da ONG S.O.S. Peludos, os cães passam fome, ficam o dia num local sem higiene, com pouca água e a maioria não está castrada, o que aumenta a chance de proliferação. Um homem é o responsável pela criação dos cachorros e vive numa casa ao lado do terreno. 

— As condições estão bem complicadas. Tem cocô para todo lado, alguns animais estão acorrentados, outros estão soltos e o cheiro está insuportável. Tem até carcaça de javali espalhada pelo terreno — relata Nathália.

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As denúncias de maus-tratos já circulam há vários dias em Campestre da Serra. Conforme Nathália, o dono dos cães havia sido contatado na semana passada e autorizou a entrega de ração aos animais. As voluntárias coletaram uma tonelada de comida. 

Na tarde da última sexta-feira, as protetoras das ONGs Na Rua Nunca Mais e S.O.S. Peludos saíram de Caxias do Sul carregando mantimentos para entregar em Campestre da Serra. A intenção era garantir um reforço na alimentação e fotografar a matilha para viabilizar a adoção. No entanto, o grupo não encontrou o proprietário. Mesmo assim, decidiram distribuir a comida e averiguar o estado dos bichos. A situação foi registrada por meio de fotos e vídeos. 

Numa das postagens no Facebook, Paula Terres relata o caso de um cão que está com olho e a cabeça machucados. Segundo a protetora divulgou, os cachorros brigam por ossos que estão jogados no chão, o que gera muito estresse. Alguns bichos já foram adotados, mas cerca de 30 ainda aguardam por um novo lar. Conforme Paula, após a saída de parte dos animais, o dono trouxe outros.

— Me propus a doar os animais que estavam lá. Em questão de dois, três dias consegui doar alguns. Mas depois o dono começou a não deixar mais. Aquilo ali é algo inacreditável, numa cidade onde tem vigilância sanitária, assistência social, em pleno centro da cidade — critica Paula.

A vereadora Márcia garante que caso já estava sendo atendido por um grupo de voluntários e também pela prefeitura. 

— Sabemos que o caso merece toda a atenção, mas não pode ser dito que não estava sendo feito nada. Foi entregue casas para os cães, foi fornecida ração, os animais haviam sido vacinados, alguns foram castrados e doados. Quanto ao tutor (dono dos cães), foi providenciado atendimento psicológico (para um trabalho de conscientização) — lista a parlamentar.

Para adotar, basta entrar em contato pelos telefones (54) 98102-4663 (com Nathália) e (54) 98113-4445 (com Carolina). Segundo as protetoras, se houver interessados em Caxias do Sul e região, os animais serão entregues diretamente na nova casa.

A reportagem não conseguiu contatar o responsável pela criação dos cães em Campestre da Serra.

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