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Concurso23/10/2018 | 13h41Atualizada em 23/10/2018 | 13h41

Após denúncia, MP de Bento Gonçalves inicia investigação sobre suposto vazamento de gabarito 

Promotor começou a ouvir envolvidas em troca de mensagens na manhã desta terça-feira

Após denúncia, MP de Bento Gonçalves inicia investigação sobre suposto vazamento de gabarito  Carina Furlanetto/divulgação
Concurso do município foi realizado em 14 de outubro Foto: Carina Furlanetto / divulgação

O Ministério Público (MP) de Bento Gonçalves ouviu na manhã desta terça-feira (23) duas mulheres envolvidas na troca de mensagens que levou à denúncia de suposto vazamento de gabarito no concurso para técnico de enfermagem realizado pela prefeitura. Essa denúncia foi feita na segunda-feira (22) pelo vereador de oposição Moacir Camerini (PDT). 

Ao parlamentar, um morador da cidade contou que um candidato teria encaminhado via mensagem de WhatsApp as respostas da prova antes da divulgação oficial. O concurso foi em 14 de outubro e, à noite, os resultados já estariam circulando. 

— Existe uma suspeita. Não sabemos se é verdadeiro. Por isso, levamos ao Ministério Público — afirma.

O promotor Alécio Nogueira, que cuida do caso, ouviu duas mulheres envolvidas na troca de mensagens. Elas disseram que houve correção de provas de raciocínio lógico e legislação por uma professora de cursinho online a partir de cadernos de questões fornecidos pelos candidatos. Esses cadernos estariam disponíveis duas horas após o final da prova. Segundo o relato delas ao MP, essa correção extraoficial é encaminhada a uma colega e, mais tarde, ocorre o repasse do resultado oficial divulgado no site da entidade responsável pelo concurso. Conforme o promotor, o vereador será ouvido para apresentar outras provas, se houver. Em seguida, Nogueira decidirá se há necessidade de coletar outros elementos para a investigação. 

Em nota, a prefeitura disse que a Procuradoria Geral do Município busca esclarecimentos da Fundação La Salle, responsável pelas provas. Segundo a administração municipal, são de responsabilidade da empresa contratada o controle de distribuição, a escolha dos fiscais, a aplicação e o gabarito da prova. 

"Caso haja comprovação de irregularidades, a Administração encaminhará o processo ao Ministério Público, com transparência e seriedade, para que medidas cabíveis sejam adotadas e para que os candidatos não sejam prejudicados", diz a nota. A prefeitura afirma ainda que, se houver constatação de que o suposto vazamento se trata de fake news, as medidas judiciais serão tomadas para punir todos os envolvidos.

A reportagem ligou para a Fudação La Salle  três vezes entre 9h34min e 11h, mas não conseguiu contato. 

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