Alunos do Cristóvão de Mendoza, em Caxias, são prejudicados com sucessivos atraso de obras - Geral - Pioneiro

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À espera do investimento15/10/2018 | 16h15Atualizada em 15/10/2018 | 16h55

Alunos do Cristóvão de Mendoza, em Caxias, são prejudicados com sucessivos atraso de obras

Lançamento de licitação foi adiado mais uma vez e agora está previsto para o fim de outubro

Alunos do Cristóvão de Mendoza, em Caxias, são prejudicados com sucessivos atraso de obras André Fiedler/ Gaúcha Serra/
Última vez que escola passou por reformas foi em 1991 Foto: André Fiedler/ Gaúcha Serra

Os sucessivos atrasos no lançamento de licitação para obras no Instituto Cristóvão de Mendoza, em Caxias do Sul, prejudicam a rotina escolar. O auditório onde ocorriam apresentações, por exemplo, segue interditado desde 2013. Neste ano, a escola também passou a oferecer o turno integral, mas o refeitório não tem capacidade para abrigar as quatro turmas de forma simultânea. Por isso, cerca de 115 alunos têm de se dividir em dois grupos para almoçar na escola. Mesmo com a promessa de que os problemas serão solucionados e que o processo está em andamento, o sentimento é de indignação.

— Tu ficas de mãos atadas — resume a diretora Fabiana Simonaggio.

Como a expectativa é de que a obra de cerca de R$ 30 milhões inicie em breve, a escola opta por não investir em pequenas intervenções. Mas a demora gerou um sentimento de desânimo. Os motivos não cessam. O lançamento de licitação para o trabalho que resultará na ampliação da escola em 3 mil metros quadrados e na reforma de outros 10 mil metros quadrados atrasou novamente. 

Em setembro, a previsão era que o processo licitatório começasse até o dia 9 de outubro. No entanto, conforme a secretária-adjunta  de Planejamento, Governança e Gestão do Estado, Melissa Custodio, houve necessidade de novas adaptações no projeto estrutural, elétrico e mecânico. Com isso, a licitação ficou para 25 de outubro.

Esses constantes problemas em projetos são apontados como o motivo para demora no investimento que foi anunciado há seis anos. A reforma estava prevista no extinto Plano de Necessidades de Obras, lançado em 2012. Como nunca aconteceu, durante as ocupações de alunos em 2016, um acordo definiu que as intervenções começariam em meados de 2017, o que não se concretizou mais uma vez. 

Ainda assim, Melissa diz que a obra tem recursos garantidos. O orçamento que, no final de setembro estava previsto em R$ 27 milhões, está em fase de revisão e já aumentou em pelo menos R$ 1 milhão. Parte da obra deve ser paga com recursos do Banco Mundial. Mesmo que o contrato encerre antes do fim das obras, a secretária-adjunta diz que a verba está garantida no orçamento do Governo do Estado. 

O Cristóvão foi construído na década de 1960. A última vez que passou por reformas foi em 1991. 

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