Problemas em projetos atrasam em seis anos reforma do Cristóvão de Mendoza, em Caxias - Geral - Pioneiro

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Anunciadas em 201215/09/2018 | 15h43Atualizada em 15/09/2018 | 15h43

Problemas em projetos atrasam em seis anos reforma do Cristóvão de Mendoza, em Caxias

Entraves foram apresentados em audiência pública na manhã deste sábado

Problemas em projetos atrasam em seis anos reforma do Cristóvão de Mendoza, em Caxias Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

O atraso de seis anos na reforma do Instituto Estadual de Educação Cristóvão de Mendoza, em Caxias do Sul, foi causado por uma série de problemas na elaboração dos projetos e entraves burocráticos que ainda não foram totalmente superados. Os obstáculos que impediram o início da obra até agora e as pendências para o início do trabalho foram apresentados neste sábado (15) pela a secretária-adjunta de Planejamento, Governança e Gestão do Estado, Melissa Custodio, em audiência pública realizada na própria escola.

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De acordo com Melissa, os problemas começaram já na origem do projeto, que integrava o Plano de Necessidades de Obras (PNO), anunciado em 2012. O pacote previa reformas em pouco mais de mil escolas do Estado com base em um financiamento de R$ 200 milhões obtido junto ao Banco Mundial.

— Até novembro de 2016 o Estado não tinha conseguido investir um centavo desses recursos, que já estavam no caixa, por falta de planejamento e gestão. Dos mil projetos, em 2014 já havia baixado para cerca de 200. As pessoas estão esperando por obras do PNO que não vão acontecer, a não ser em cinco escolas — afirmou.

Problemas em projetos atrasam em seis anos reforma do Colégio Cristóvão de Mendoza, em Caxias. Entraves foram apresentados em audiência pública na manhã deste sábado
Audiência pública ocorreu no próprio Cristóvão de MendozaFoto: André Fiedler / Agência RBS

Segundo a secretária-adjunta, as cinco escolas, entre elas o Cristóvão, foram mantidas, porque os projetos, que já haviam sido contratados, apresentavam viabilidade. Ainda assim, a necessidade de diversas correções, algumas ainda não concluídas, atrasou o lançamento da licitação. Apenas o projeto custou cerca de R$ 800 mil.

— Projetos terceirizados são muitas vezes piores que os dos técnicos do Estado. Seriam bons se as empresas cumprissem o que foi descrito, mas mudanças têm que ser feitas por essas empresas e validadas pelos técnicos. O próprio Estado não faz porque faltam técnicos e gestão de pessoas — observa Melissa.

O Plano de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI) também acabou sendo feito fora dos padrões e precisou de ajustes a partir de setembro do ano passado. Esse atraso, obrigou o Estado a atualizar os orçamentos para a obra, que já estavam prontos. A expectativa agora é que as últimas correções no projeto e o PPCI, já aprovado pelo Corpo de Bombeiros, sejam concluídos em 19 de setembro. A partir disso, será possível encaminhar a obra para licitação.

A expectativa é que o edital seja publicado em 9 de outubro e, se os trâmites ocorrerem de acordo com o previsto, a ordem de início seja dada em março de 2019. Os prazos, no entanto, podem mudar se surgirem imprevistos. Em 2012, o custo da obra era estimado em R$ 5 milhões. Agora, a previsão já gravada no projeto de orçamento em análise pela Assembleia Legislativa para o ano que vem é de R$ 30 milhões.

 
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