Nova lei em Caxias determina que lojas tenham provadores para pessoas com deficiência - Geral - Pioneiro

Versão mobile

 

Acessibilidade03/09/2018 | 15h30Atualizada em 03/09/2018 | 15h30

Nova lei em Caxias determina que lojas tenham provadores para pessoas com deficiência

Regra vale para estabelecimentos de vestuário que tenham três ou mais provadores

Nova lei em Caxias determina que lojas tenham provadores para pessoas com deficiência Félix Zucco/Agencia RBS
Provadores deverão ter adaptações para cadeirantes Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

As lojas de roupa de Caxias do Sul têm seis meses para se adaptar a uma nova lei municipal que determina que os estabelecimentos que tenham três ou mais provadores instalem no mínimo um provador adaptado para pessoas com deficiência. Conforme o texto, publicado nesta segunda-feira (3) no Diário Oficial Eletrônico, o provador adaptado deve ser "acessível às pessoas com deficiência, cadeirantes, pessoas com nanismo e com mobilidade reduzida". 

A lei também prevê que o estabelecimento que descumprir essa determinação estará sujeito a multa de 30 Valores de Referência Municipal, o que atualmente corresponde a R$ 965.

Leia mais
Em Caxias do Sul, 80% das empresas não cumprem lei para inclusão de pessoas com deficiência  

Conforme Cassandra Gomes Ramos, cadeirante que integra a Coordenadoria de Acessibilidade da prefeitura de Caxias do Sul, um provador adaptado deve ter espaço suficiente para permitir a rotação da cadeira de rodas e ganchos ou suportes mais baixos, de modo que possam ser alcançados pelos cadeirantes ou anões. Ela considera válida a lei, proposta pelo vereador Velocino Uez (PDT), aprovada por unanimidade na Câmara e sancionada pelo prefeito Daniel Guerra (PRB).

— Acho muito importante porque, até hoje, nós vamos na loja e não podemos experimentar nada. Às vezes, dependendo da peça, vestimos sem entrar no provador. Se for calça, às vezes levamos para casa, se for uma loja conhecida, e devolvemos depois. Ou ainda, olhamos e imaginamos como fica no corpo, o que é ruim — observa.

Cassandra ainda comenta que a adaptação nas lojas é importante porque há um número significativo de pessoas com deficiência que estão no mercado de trabalho, têm potencial de consumo e que precisam ser incluídas.

A presidente do Sindilojas, Idalice Manchini, também avalia que a adaptação pode atrair novos clientes.

— Estamos vendo como um nicho de mercado. Podemos atrair os clientes, que se sentem melhor quando eles mesmos podem provar as roupas — comenta.

Idalice observa que o texto da nova lei municipal não especifica como deve ser a adaptação dos provadores, mas acrescenta que a legislação de Caxias trata de uma adequação local sobre um tema já abordado na legislação federal pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência. Idalice aponta que essa lei federal prevê que o provador adaptado tenha, por exemplo, um corrimão ao redor, e que seja mais largo. 

Sobre o prazo de adaptação, a presidente do Sindilojas considera que a mudança é sempre algo difícil, mas que eventuais dificuldades que os lojistas tenham poderão ser sanadas. Ela também comenta que, como a cidade é constituída de muitas pequenas e micro empresas, diversas lojas menores não precisarão fazer alterações porque não chegam a ter um mínimo de três provadores.

Leia também
Campanha arrecada recursos para paciente com câncer em Caxias  
Conselho da Saúde de Caxias recomenda que servidores substituam funcionários terceirizados na UPA em 6 meses
Caxias do Sul vai prorrogar campanha de vacinação contra o sarampo e a pólio

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros