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Crianças e adolescentes10/09/2018 | 15h58Atualizada em 10/09/2018 | 15h58

FAS vai aumentar valor investido em casas lares em Caxias do Sul

Novos contratos permitirão acolher mais crianças e adolescentes na rede

FAS vai aumentar valor investido em casas lares em Caxias do Sul Ricardo Wolffenbüttel/Diário Catarinense
Caxias do Sul conta atualmente com 15 casas lares e três abrigos Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Diário Catarinense

 A Fundação de Assistência Social de Caxias do Sul (FAS) vai aumentar o valor investido em casas lares em Caxias do Sul. A quantia, que atualmente fica em pouco mais de R$ 70 mil por mês para cada lote de três casas lares - que abrigam até 24 crianças e adolescentes, sendo oito por casa lar -  subirá para R$ 104 mil. 

Conforme a presidente da FAS, Rosana Menegotto, a partir de 2019, será feita uma mudança na modalidade de licitação que atualmente está em vigor para 12 das 15 casas lares em Caxias do Sul. O objetivo é que as 12 casas passem para o modelo de parceria, igual ao empregado no edital mais recente para um lote de três casas lares, que foi vencido pela Associação Mão Amiga. 

Além de mudanças em itens relativos à administração de recursos humanos, como o regime do serviço de motorista e dos substitutos dos pais sociais que administram as casas, quando eles saem de folga, por exemplo, os novos contratos também vão possibilitar que, mesmo que a casa abrigue uma criança com deficiência ou bebê pequeno, o número de vagas em continue sendo de oito. Atualmente, quando uma casa abriga uma criança ou adolescente com deficiência, ou um bebê de até um ano de idade, o número de vagas disponíveis cai de oito para seis.

A diretora de Proteção Social Especial de Alta Complexidade da Fundação de Assistência Social (FAS), Eler Sandra de Oliveira, explica que uma das diferenças nos novos contratos é o fato de que já fica prevista a contratação de um educador auxiliar das casas lares para trabalhar no turno da noite. Nos contratos das 12 casas mais antigas, é previsto apenas um educador auxiliar durante o dia. Com isso, devido à maior necessidade de atenção por parte dos pais sociais à noite com um bebê pequeno, ou criança ou adolescente com deficiência, o número de vagas fica reduzido para seis. Outro acréscimo nos novos contratos é o de uma pessoa para fazer a limpeza de cada lote de três casas.

A ideia é abrir um edital abrangendo seis casas lares ainda neste ano, para que a mudança no modelo ocorra a partir do início de 2019. Posteriormente, deverá ser aberto outro edital. A cidade vai continuar contando com 15 casas lares. Como haverá concorrência nos editais, as entidades parceiras poderão mudar.

Caxias do Sul tinha, no início da tarde desta segunda-feira (10), 40 crianças e adolescentes dormindo nos três abrigos, que, somados, têm capacidade para até 60. Outros 24 estão dormindo com as famílias de origem, acompanhados pelos profissionais dos abrigos em um processo de transição, que poderá culminar com o retorno dos acolhidos ao ambiente familiar. Há, ainda, 15 que fugiram dos abrigos de Caxias.

A FAS atribui a situação com menos lotação que em outros momentos às 24 vagas geradas pelas três casas lares que começaram a funcionar neste ano. Com isso, segundo Eler, a própria condição de trabalho nos abrigos melhorou:

— As equipes conseguem acompanhar mais de perto as crianças e os adolescentes acolhidos — afirma.

Já nas 15 casas lares, havia 93 acolhidos no início da tarde. Duas vagas estavam em aberto, duas crianças estavam em experiência para possível retorno às famílias de origem e havia uma evasão. As crianças que ficam nas casas lares são as que, em princípio, poderão demorar mais para deixarem o acolhimento institucional. 

Famílias acolhedoras

Além dos abrigos e casas lares, há uma perspectiva de que, a partir do início de outubro, a primeira criança seja acolhida no serviço de Famílias Acolhedoras. Nesse serviço, cada família vai acolher apenas uma criança em casa, a não ser que haja irmãos. Rosana explica que será uma criança que já está acolhida em um abrigo ou casa lar de Caxias do Sul, e a respeito da qual a FAS já conheça as necessidades e características. 

Segundo ela, inicialmente, a previsão é que seis crianças ou adolescentes sejam acolhidos nesse serviço, que será voltado a meninos e meninas que ainda poderão voltar para a família de origem. Antes de uma criança passar para a família acolhedora, é feito um processo de aproximação, que conta com psicólogos e assistentes sociais contratados pela entidade parceira, a Associação Mão Amiga, e supervisão de todo o trabalho também pelos profissionais da FAS.

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