Conselho de Cultura questiona criação da Orquestra Municipal de Acordeon em Caxias do Sul  - Geral - Pioneiro

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Polêmica18/09/2018 | 13h51Atualizada em 18/09/2018 | 13h51

Conselho de Cultura questiona criação da Orquestra Municipal de Acordeon em Caxias do Sul 

Grupo de representantes quer que recursos sejam investidos no Financiarte e Prêmio Anual de Incentivo à Montagem Teatral 

Conselho de Cultura questiona criação da Orquestra Municipal de Acordeon em Caxias do Sul  Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Secretário Joelmir Neto afirma que criação de Orquestra não vai impactar no orçamento previsto para o Financiarte Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

O projeto que prevê a criação da Orquestra Municipal de Acordeon está sendo alvo de críticas de representantes do Conselho Municipal de Política Cultural de Caxias do Sul. A proposta foi encaminhada pela prefeitura à Câmara de Vereadores no final do mês passado e deve ir à votação nas próximas semanas. O assunto será discutido em encontro do Conselho Municipal de Cultura, que ocorre às 18h desta terça-feira (18), na Biblioteca Parque, no Largo da Estação Férrea.  

A prefeitura defende que o projeto da Orquestra atende às necessidades do segmento cultural do município, inclusive as que foram previstas pelo Plano Municipal de Cultura. O texto foi aprovado em 2011 e revisado em 2015, a partir de base em metas elencadas pelos artistas e representantes do segmento no município. Para o secretário municipal de Cultura, Joelmir da Silva Neto, a criação da orquestra não irá prejudicar o encaminhamento de recursos para outras áreas da cultura. Segundo ele, é “um compromisso” da prefeitura executar as demandas previstas pelo Plano Municipal de Cultura, mesmo com restrições. 

— A gente percebe movimentos contrários e isso é compreensível, todos têm direito de fazer seus apontamentos. No entanto, acredito que Caxias perde por não possuir uma orquestra como essa, porque vai dar reconhecimento a um instrumento tão presente na história de nossa região. Acredito que a Orquestra tenha relevância dentro das metas estabelecidas pelo Plano — destaca.  

Ainda conforme o secretário, o custo de manutenção da Orquestra deve ficar em torno de R$ 200 mil por ano. Para a presidente do Conselho Municipal de Política Cultural, Cecília Pozza, esse valor poderia ser direcionado para o Financiarte ou para o Prêmio Anual de Incentivo à Montagem Teatral. 

— Interessante querer reduzir recursos do Financiarte e investir um valor de R$ 200 mil na criação de uma orquestra, sem qualquer debate com a comunidade. Desde 2016 a prefeitura não realiza o Prêmio Anual de Incentivo à Montagem Teatral, que dava cerca de R$ 90 mil para os vencedores. São iniciativas mais relevantes – avalia.  

Um pedido de informações sobre a finalidade e relevância da criação da Orquestra foi aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores na última quinta-feira (13). O prazo para a prefeitura responder aos questionamentos é de 30 dias.

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