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Imóvel desocupado26/09/2018 | 07h41Atualizada em 26/09/2018 | 09h34

Após furtos, Robertshaw retoma segurança privada em prédio onde funcionava a empresa em Caxias

Na noite desta segunda-feira (24), Guarda Municipal deteve pelo menos quatro pessoas com materiais retirados da estrutura

Após furtos, Robertshaw retoma segurança privada em prédio onde funcionava a empresa em Caxias André Fiedler/Agência RBS
Empresa encerrou as atividades em fevereiro de 2016 Foto: André Fiedler / Agência RBS

Uma série de saques ao prédio onde funcionava a Robertshaw no bairro Exposição, em Caxias do Sul, obrigou a empresa a recontratar uma empresa de segurança privada para proteger o imóvel. A vigilância foi retomada na manhã de terça-feira (25), segundo Vagner Fonseca, diretor financeiro e responsável legal pela companhia no Brasil.

Nos últimos meses, vândalos levaram janelas, portas e até partes do telhado do prédio, desocupado desde janeiro de 2016, quando a empresa encerrou as atividades na cidade. Os furtos começaram após o término do contrato com a empresa que fazia vigilância no local. Segundo Lucas Diel, presidente do bairro Exposição, porém, a depredação se intensificou nos últimos 10 dias.

— Semana passada tinha barulho e os moradores vieram nos procurar. Alguns já viram até caminhões levando o material. Outro dia acho que tinha umas 100 pessoas lá dentro — revela.

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Com os saques ocorrendo durante o dia e à noite, Diel denunciou o caso à prefeitura nesta segunda-feira (24). No entanto, conforme o secretário de Segurança Pública e Proteção Social, Clóvis Juvenal Pacheco, como o prédio é privado, o máximo que a Guarda Municipal pode fazer são rondas no entorno do imóvel. Ele acredita, porém, que a contratação de vigilância privada vai resolver o problema.

— Agora existe uma parte interessada. Eles podem acionar nós ou a Brigada Militar, mas zeladoria ninguém vai fazer — esclarece.

Na noite desta segunda, segundo Pacheco, pelo menos quatro pessoas foram detidas nas imediações do prédio. Elas estavam em um caminhão e três carros que continham material retirado do imóvel. Conforme o secretário, um dos veículos também tinha documentação irregular.

De acordo com Vagner Fonseca, a Robertshaw pretende vender a antiga sede, mas ainda precisa resolver questões legais envolvendo processos trabalhistas dos antigos funcionários. A intenção, segundo ele, é evitar que os compradores precisem também assumir as dívidas, que a empresa pretende pagar com os recursos da venda. Segundo o representante, já há três investidores interessados, inclusive com projeto elaborado para uso do espaço.

Ao encerrar as operações em Caxias e Vacaria, depois de 60 anos no sul do país, a Robertshaw transferiu as atividades para Manaus. No fim de 2017, porém, a empresa optou por se retirar do país devido à alta carga tributária.

 
 
 

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