"Acho que ele tentou sair do carro", diz testemunha de morte de taxista em Caxias - Geral - Pioneiro

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Crime05/09/2018 | 17h47Atualizada em 06/09/2018 | 07h27

"Acho que ele tentou sair do carro", diz testemunha de morte de taxista em Caxias

Vítima é velada nesta quarta-feira

"Acho que ele tentou sair do carro", diz testemunha de morte de taxista em Caxias Arquivo pessoal / divulgação/divulgação
Foto: Arquivo pessoal / divulgação / divulgação
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A primeira pessoa a encontrar o taxista João dos Santos Oliveira na noite do crime é um morador das proximidades. Ao Pioneiro, ele contou que estava tratando de cães em um terreno vizinho à Rua Giovani Michelli. Ao perceber uma agitação anormal e latidos insistentes dos seus animais e de cães na vizinhança, achou que havia algo estranho na rua. 

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— Passa bastante catador de papel por aqui. Achei que fosse por isso que os cachorros estavam agitados. Então, ouvi um grito abafado, um "Uh", seguido de passos de pessoas correndo e pensei que era uma coisa mais grave. Minha primeira reação foi ver o que acontecia — lembra. 

Já na rua, a testemunha viu o Siena da vítima parado na contramão, com a porta aberta. Segundo ele, o taxista estava desacordado, mas ainda respirava. Confira o relato dele, concedido por telefone:

Pioneiro: O senhor estranhou a agitação dos cães e ouviu um grito. O que aconteceu depois?

Testemunha: Achei que era alguma coisa mais grave porque ouvi passos de gente correndo. Levei ainda uns dois minutos até sair do terreno, chegar à minha casa e me aproximar do portão. De lá, avistei o táxi parado na contramão, ainda ligado, com os faróis acesos e a porta do motorista aberta. Então, abri o portão e corri até lá. Quando cheguei, vi que o motorista estava ferido. Abri a porta do caroneiro e fui verificar o pulso dele. 

O taxista ainda estava vivo?

Estava um pouco escuro, mas percebi que ele ainda respirava, porque o peito mexia. Ele estava desacordado, não me viu. O corpo estava caído para trás no banco, sem o cinto. Acho que ele tentou sair do carro, porque havia marcas de sangue na porta e pingos no chão, do lado do motorista. 

E o que o senhor fez quando percebeu o que havia ocorrido?

Acionei o Samu e chamei a Brigada Militar. Um motoqueiro que passou por ali disse que tinha visto a BM perto da igreja do Pio X e foi lá chamá-los. Nesse tempo, passou uma ambulância particular e parou para ajudar. O médico que chegou ali disse que o taxista já estava morto, que não tinha mais volta. 

O senhor conseguiu ver algum suspeito?

Não. Infelizmente, só ouvi os passos de gente correndo. Quando cheguei na rua, já estava deserta. A única coisa que vi foram marcas de tênis ensanguentadas partindo da porta traseira, que estava mal fechada. 

O velório ocorre na capela mortuária do Cemitério Público II, no bairro Rosário, e o enterro ocorre nesta quinta, às 10h.

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