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Patrimônio histórico15/08/2018 | 14h50Atualizada em 15/08/2018 | 14h50

Voges paga aluguéis atrasados da Maesa, em Caxias, em conta judicial

Decisão judicial sobre prazo de saída da empresa ainda é aguardada

Voges paga aluguéis atrasados da Maesa, em Caxias, em conta judicial Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Valor total da transferência da fundição para uma área às margens da Rota do Sol é calculado em R$ 6 milhões, conforme a empresa Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

 A Voges pagou aluguéis atrasados da Maesa em conta judicial. Conforme o sistema de pesquisa processual do Tribunal de Justiça, foram quitadas entre 18 e 23 de julho oito parcelas de R$ 16 mil cada, totalizando R$ 128 mil.  O aluguel do espaço, que está previsto em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a empresa e a prefeitura de Caxias do Sul, estava atrasado desde dezembro do ano passado.

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A Voges pediu em julho novas guias de pagamento para a prefeitura, mas o município decidiu não fornecer porque já estava em andamento a ação judicial solicitando a saída da empresa do espaço. A petição do município feita na metade de junho também cobra aluguéis em atraso no valor total de R$ 144 mil e mais cerca de R$ 35 mil em multas correspondentes a descumprimento do TAC.

Conforme o empresário Oswaldo Voges, a empresa decidiu, então, solicitar a emissão de guias para pagamento dos aluguéis atrasados em conta judicial. Ele afirma que a dívida foi quitada. O empresário diz que houve uma dificuldade financeira da empresa  mas, quando teve condições, fez o pagamento. 

De acordo com o procurador geral do município de Caxias do Sul, Felipe Dal Piaz, a prefeitura solicitou à Justiça a transferência dos depósitos em conta judicial para o município, e aguarda uma decisão. Segundo ele, será feito um levantamento de valores para confirmar se os aluguéis estão em dia.

O empresário reitera que a fundição está fazendo o possível para deixar o espaço da Maesa, mas que não havia condições de efetuar a saída até o fim de julho, como estava previsto no TAC. Entre o fim do último mês e o início de agosto, foi concluída a retirada de areia acumulada em uma parte do complexo.

Em audiência no dia 24 de julho, não houve acordo sobre os prazos de saída. A Voges propôs concluir o processo até 31 de outubro de 2019, mas o município não aceitou. A juíza Maria Aline Vieira Fonseca determinou vista ao Ministério Público, e vai tomar uma decisão em caráter liminar após manifestação do órgão.

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