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Justiça29/08/2018 | 19h57Atualizada em 29/08/2018 | 19h57

Indígenas pedem apoio ao Ministério Público Federal para ficar em Bento

Os índios estão na cidade há mais de dois anos

 Uma comissão formada por integrantes da tribo Kaingang que mora em Bento Gonçalves teve uma audiência com o procurador da República Luís Felipe Schneider Kircher na tarde desta quarta-feira.

O encontro na sede do Ministério Público Federal (MPF) foi solicitado pelos indígenas. De acordo com o cacique Nelinho Paulo, o motivo são as condições em que as 18 famílias estão habitando na cidade. Segundo ele, são cerca de 60 pessoas, entre adultos, idosos e crianças, vivendo em situação precária em barracas de lona. As crianças frequentam a escola e os pais trabalham ou na agricultura, em propriedades rurais da região, e outros com produção e venda de artesanato.

— Nossa comunidade está passando por um momento precário. Pessoal não tem casa, estão embaixo de uma lona, quando chove bastante, o pessoal sofre bastante — disse o cacique.

Conforme Paulo, o procurador deve chamar o município para ouvi-lo sobre o assunto. 

Os indígenas estão em Bento há mais de dois anos. Eles montaram acampamento em uma área pertencente ao município no bairro São Roque. O interesse deles é que a prefeitura permita que se estabeleçam naquele local. Esta é a primeira vez que indígenas e MPF se reúnem para falar sobre o assunto em Bento. Outras audiências já foram realizadas anteriormente, mas para tratar do comércio praticado por eles nas ruas da cidade.

O procurador não quis se manifestar sobre a reunião.

 
 
 

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