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Saúde06/08/2018 | 07h00Atualizada em 06/08/2018 | 07h00

Campanha de vacinação quer imunizar mais de 22 mil crianças em Caxias do Sul

Doses contra o sarampo e a poliomielite serão disponibilizadas nas 47 UBSs do município até 31 de agosto

Campanha de vacinação quer imunizar mais de 22 mil crianças em Caxias do Sul Felipe Nyland/Agencia RBS
Aplicação é direcionada a crianças com idade entre um e cinco anos incompletos. Ideia é reforçar proteção aos pequenos, que são mais suscetíveis a complicações Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Começa hoje em todo o país a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo e a Poliomielite. Em Caxias do Sul, as doses estarão disponíveis em todas as 47 unidades básicas de saúde (UBSs). A meta da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) é vacinar, pelo menos, 95% das 22.364 crianças de um a cinco anos incompletos que vivem no município. 

Um dos objetivos da ação é reforçar a proteção contra as duas doenças, principalmente nesta faixa etária, que é mais suscetível a complicações. Por isso, mesmo que o calendário vacinal da criança esteja de acordo, é importante que os pais levem os filhos no postinho para receberem o reforço. 

A situação do sarampo é a mais preocupante no país: conforme levantamento do Ministério da Saúde, divulgado na última quarta-feira, há 1.053 casos da doença confirmados até agora. Ao todo, sete Estados têm registros de sarampo, incluindo o Rio Grande do Sul, com 13 registros. Já a poliomielite, também chamada de paralisia infantil, está erradicada do Brasil desde 1994, mas ainda está presente em países como o Afeganistão e o Paquistão. 

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— O objetivo é buscar os não vacinados e corrigir falhas vacinais. Também há muitas dúvidas que chegam até nós sobre o porquê de a vacinação ser só para as crianças. Ocorre que o risco de adultos morrerem por conta do sarampo é bem menor do que nesta faixa etária que será imunizada. Outra questão é quanto à poliomielite, que não pode ser descuidada. Enquanto houver casos de pólio no mundo, há risco de a doença chegar em qualquer país — explica a coordenadora da Vigilância Epidemiológica Juliana Argenta Calloni.

O caso mais recente de sarampo registrado na região da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), que atende 49 municípios da Serra, é de uma mulher na faixa dos 30 anos, moradora de Vacaria. Ela foi diagnosticada com sarampo em junho, mas não adquiriu a doença no Estado. A paciente teve contato com pessoas que viajaram para outras regiões do país que estão infectadas.

— Pólio e sarampo são duas doenças absolutamente controladas no nosso território, que correm risco de reaparecer por situações epidemiológicas de países vizinhos, principalmente a Venezuela, que tem vivenciado casos. O risco está mais evidente nesses dias atuais. Hoje, a vacinação promove saúde em todas as faixas etárias. Mas as crianças não podem deixar de se vacinar, sob risco de vermos essas doenças serem reintroduzidas no nosso país — alerta o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri.

SERVIÇO

:: O quê: campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite.

:: Público-alvo: crianças de um a cinco anos incompletos. Os pais devem levar os cartões do SUS e de vacinação.

:: Quando: de hoje até o dia 31. 

:: Onde: unidades básicas de saúde (UBSs) do município. No sábado, dia 18, o Dia D, todos os postinhos de saúde estarão abertos para atender a população.

:: Informações: (54) 3290-4400 ou no site do Ministério da Saúde (portalms.saude.gov.br/).

SAIBA MAIS 

:: O sarampo é uma doença infecciosa aguda e extremamente contagiosa, transmitida por secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas (por meio da fala, tosse e espirros). Os principais sintomas são febre alta (acima de 38,5°C), dor de cabeça, manchas vermelhas, que surgem primeiro no rosto e atrás das orelhas, e, em seguida, se espalham pelo corpo. Pode ocorrer também tosse, coriza e conjuntivite. 

:: A poliomielite, também chamada de paralisia infantil, pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções das pessoas infectadas, e provocar ou não paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos. A doença permanece endêmica em três países: Afeganistão, Nigéria e Paquistão. Não há nenhum caso confirmado nas Américas.  A vacinação é a única forma de prevenção. 

fonte: Ministério da Saúde

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