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Ocupação02/08/2018 | 20h10Atualizada em 05/08/2018 | 14h27

Após retirada de areia, prefeitura já pode contar com 71% da área da Maesa em Caxias

Voges retirou 1,8 toneladas de areia de fundição 

Após retirada de areia, prefeitura já pode contar com 71% da área da Maesa em Caxias Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS
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Representantes do Conselho Municipal de Política Cultural de Caxias e da Frente Parlamentar A Maesa É Nossa, da Câmara de Vereadores, realizaram nova vistoria no complexo da antiga Metalúrgica Abramo Eberle S.A. (Maesa). A visita teve o objetivo atestar a retirada de montanhas de areia de fundição que ocupavam parte da estrutura. 

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A empresa Voges declarou ter finalizado a retirada de 1.831 toneladas do material. Foram carregadas 57 carretas com o resíduo. A remoção da areia, um dos pontos firmados no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o município, custou cerca de R$ 200 mil.

Durante esta semana, funcionários da empresa trabalharam na limpeza do terreno da Maesa e das paredes do pavilhão onde estava o resíduo. A Voges afirma que o imóvel já está disponível para ser ocupado pelo município.

— Adiantamos em 40 dias a retirada da areia, antecipando ao prazo previsto que assumimos. Além de cumprirmos esse trabalho, informamos a quitação total dos aluguéis em atraso da área — declarou em nota o diretor-presidente do Grupo Voges, Osvaldo Voges. 

Originalmente, a empresa deveria desocupar totalmente o complexo no dia 31 de julho, mas alega que só poderá deixar a área no final de outubro de 2019. A prefeitura não concordou com o prazo, que será decidido pela Justiça.

A presidente do Conselho de Política Cultural, Maria Cecília Pozza, avaliou positivamente a visita, já que a Voges fez o que havia sido solicitado na vistoria realizada no início de julho. 

— Foi muito bom, apontou que ele (Voges) teve boa vontade. Acho que foi bem importante abrir o diálogo. Eu fiquei impressionada com o tamanho do espaço. Com essa limpeza, a empresa deixa liberada 71% da área. Acho que já pode-se começar a trabalhar — aponta. 

No entanto, ela não se diz satisfeita com a atuação da prefeitura em relação ao local. 

— Esperávamos ver a praça interna limpa, com a capina feita, mas continua tudo igual. Pensávamos que depois da visita anterior, tendo falado do estado de abandono, que o poder público tivesse tomado alguma providencia. Mas nada foi feito — lamenta. 

O Pioneiro entrou em contato com o secretário Municipal da Cultura, Joelmir da Silva Neto, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. 

A Maesa voltará ao debate público na audiência "A Maesa é Nossa! E Agora?", marcada para o dia 23 de agosto, às 19h, na Escola Emílio Meyer. A expectativa da presidente do Conselho de Política Cultural é, nesse momento, já ter uma data definitiva de desocupação do local para discutir o futuro do complexo com todas as partes envolvidas.

Ainda está prevista para este ano uma definição sobre o plano de ocupação da Maesa: o plano mestre pode ser elaborado pelo município ou por meio de um concurso nacional de arquitetos. A prefeitura também pretende, ainda em 2018, concluir projeto e execução de transferência da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Proteção Social para uma das alas do prédio.

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