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Violência contra as mulheres - parte 411/07/2018 | 09h30Atualizada em 11/07/2018 | 10h34

Movimento convida mulheres a buscar autonomia profissional e pessoal nos bairros de Vacaria

Objetivo é fazer com que donas de casa tenham formação para romper a dependência emocional e financeira dos companheiros

Movimento convida mulheres a buscar autonomia profissional e pessoal nos bairros de Vacaria Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

A irmã Edna dos Santos Rodrigues olha com carinho cada integrante do grupo que frequenta a Igreja de Nossa Senhora Aparecida, no bairro Municipal, em Vacaria.  São 11 mulheres reunidas para encontros quinzenais em que a meta é aprender como usar plantas na fabricação de xaropes, tinturas e medicamentos caseiros. 

A iniciativa é uma parceria do Ministério Público (MP) com a Cáritas Diocesana de Vacaria dentro do projeto Acolher. Parece pouco aprender a lidar com ervas medicinais para enfrentar a violência doméstica, mas é muito quando se coloca a iniciativa dentro da perspectiva de pertencimento e do apoio mútuo.

— Nossa missão é desenvolver ações e atividades onde inserimos as mulheres da comunidade, entre elas, as vítimas da violência, para um trabalho preventivo — conta a religiosa ligada à congregação Irmãs Catequistas Franciscanas.

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São sete grupos espalhados pela cidade, a exemplo da equipe do Municipal. No planejamento, as voluntárias querem ofertar oficinas de pintura, artesanato e bordado, panificação e preparação de hortas. O entendimento é de que uma mulher ocupada com afazeres fora de casa pode desenvolver mais autonomia, conquistar uma profissão e não depender apenas da renda do marido. Entre as alunas, está Margarete Venâncio Costa, 50. Ela já viu conhecidas perderem a vida pela violência. Assim como as outras colegas, Margarete quer abraçar a causa e estimular os demais moradores do bairro a dizer um basta.

— A gente vê as crianças que passam uma noite de terror em casa e serão recebidas no dia seguinte na escola. Hoje, estou no grupo das mulheres, depois vou querer lidar com os jovens — sonha a integrante do grupo.

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