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Investigação17/07/2018 | 10h16Atualizada em 17/07/2018 | 10h16

Morador de casarão incendiado em Caxias morreu por asfixia

Causa do óbito foi confirmada pelo IGP em exame de necropsia

Morador de casarão incendiado em Caxias morreu por asfixia Bruno Zulian/Divulgação
Seu Cabreira era conhecido morador do casarão e por circular pelos bairros Rio Branco e São Pelegrino com seu cão Max Foto: Bruno Zulian / Divulgação

Aos poucos, o enredo que envolve a morte de um personagem icônico morador do antigo casarão que ficava na divisa entre os bairros Rio Branco e São Pelegrino, em Caxias do Sul, vai sendo esclarecido. A declaração de óbito de Antônio Sérgio Borges da Silva, o seu "Cabreira", 76 anos, atesta que a causa da morte dele foi por asfixia. O Pioneiro teve acesso ao documento nesta segunda-feira.

O laudo é emitido pelo Posto Médico-Legal (PML) do Instituto-Geral de Perícias (IGP) de Caxias com base no exame de necropsia feito no corpo da vítima. Nesse caso, mesmo com o cadáver carbonizado, foi possível identificar que a morte foi causada pela inalação de monóxido de carbono (gás presente na fumaça comum) e, em um segundo momento, ocorreram as queimaduras.

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O incêndio que resultou na morte de seu Cabreira ocorreu na noite de 25 de maio deste ano. O casarão de madeira, construído há cerca de 90 anos, onde, no térreo, funcionava uma estofaria e, nos andares superiores, uma pensão, foi totalmente destruído pelas chamas.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 28/05/2018. Casarão no bairro Rio Branco foi consumido em incêndio e um corpo carbonizado foi encontrado nos escombros. No local, funcionava uma estofaria e uma pensão. (Diogo Sallaberry/Agência RBS)
Escombros resultantes do incêndio ainda podem ser vistos na esquina da Avenida Rio Branco com Rua Olavo BilacFoto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

O caso está sendo investigado pela 1ª Delegacia de Polícia Civil. A equipe, coordenada pelo delegado Vitor Carnaúba, já ouviu testemunhas, inclusive hóspedes da pensão e moradores dos arredores. Também foi agregado ao inquérito, o laudo do exame de DNA, realizado pelo Setor de Genética Forense, no Departamento de Perícias Laboratoriais do IGP em Porto Alegre, que comprovou a identidade da vítima. Contudo, uma peça importante do quebra-cabeça ainda está faltando: o laudo que pode apontar o que causou o início do fogo. Esse relatório é elaborado pela equipe local do IGP e ainda não foi concluído. O prazo para emissão é de até 90 dias a contar da data do fato, ou seja, deve ficar pronto até 25 de agosto.

Além da polícia, a família de seu Cabreira também aguarda a conclusão do relatório para conhecer o desfecho dessa triste história que vitimou o morador do casarão, conhecido e querido pela comunidade, e seu cachorro de estimação, Max.


 
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