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Investigação20/07/2018 | 17h11Atualizada em 20/07/2018 | 17h12

Incêndio que atingiu loja de colchões em Caxias começou em desmanche, diz IGP

Laudo está em fase de conclusão e deve ser entregue à policia nos próximos dias

Incêndio que atingiu loja de colchões em Caxias começou em desmanche, diz IGP Polícia Rodoviária Federal/Divulgação
Fogo teria se iniciado por volta das 4h do dia 22 de abril deste ano na parte de trás e inferior do prédio, onde ficava desmanche Foto: Polícia Rodoviária Federal / Divulgação

Neste domingo, completam três meses do incêndio atingiu um prédio na BR-116, no bairro Sagrada Família, em Caxias do Sul. No local funcionava uma loja de colchões, um desmanche e comércio de peças usadas e uma academia. A perícia realizada pelo Departamento de Criminalística do Institurto-Geral de Perícias (IGP), sediado no município, concluiu que o fogo teve início no desmanche. Conforme o coordenador regional do IGP, Airton Kraemer, o laudo está em fase de conclusão, mas a localização do foco inicial do incêndio foi determinada com certeza pela equipe:

– Conseguimos definir a região do foco (do fogo). Foi no desmanche.

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O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Polícia de Caxias. O delegado Vitor Carnaúba, aguarda a entrega do laudo para dar andamento ao inquérito. O documento é essencial para que o caso tenha um desfecho e deve ser remetido à polícia nos próximos dias.

Na manhã de quinta, a reportagem esteve no local. O desmanche estava aberto e um dos responsáveis disse que o local passava por reforma elétrica para reabrir. Já os donos do prédio ainda não definiram o que será feito com a estrutura.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 19/07/2018. No dia 21 de julho completa três meses do incêndio que destruiu uma loja de colchões na BR-116, no bairro Sagrada Família, atingindo também casas vizinhas. Os moradores ainda estão alojados em casas de parentes e aguardam o laudo do IGP sobre o que causou o incêndio. (Diogo Sallaberry/Agência RBS)
Casa da família Rosset que faz divisa com o desmanche permanece isolada com tapumesFoto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Atingida indiretamente pelo aquecimento da estrutura, uma casa que fica na Rua José Marquês e faz divisa com os fundos do prédio queimado foi interditada. Algumas das paredes apresentavam rachaduras que poderiam colocar em risco os moradores. Desde então, a família permanece fora de casa à espera de uma definição sobre o que será feito do local. Outra moradia também foi interditada depois que uma avaliação feita por engenheiro da prefeitura apontou que uma parede do prédio incendiado poderia cair sobre a residência.

É a família de Flávio Machado Rosset, 46 anos, que segue separada. Os pais dele, de 73 e 76 anos, que moravam no térreo da casa que faz fundos com o desmanche, estão vivendo com uma irmã de Rosset. Já ele e a mulher que, até então, moravam no segundo pavimento, estão vivendo em um imóvel alugado. Ele conta que os pais estão abatidos com a situação:

– A gente está sem casa. Ele (pai) me disse, outro dia, que o sonho dele era voltar para lá (casa) – conta Rosset.

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