Hospital materno-infantil de Caxias precisa de R$ 6,5 milhões para terminar obra parcial - Geral - Pioneiro

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Saúde24/07/2018 | 19h43Atualizada em 24/07/2018 | 20h13

Hospital materno-infantil de Caxias precisa de R$ 6,5 milhões para terminar obra parcial

Obra junto ao Hospital Geral (HG), está parada desde janeiro de 2017. 

Hospital materno-infantil de Caxias precisa de R$ 6,5 milhões para terminar obra parcial Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Saída para amenizar parte dos problemas com déficit de leitos hospitalares e atendimento especializado em pediatria, a construção do hospital materno-infantil, junto ao Hospital Geral (HG), está parada desde janeiro de 2017. O esqueleto dos sete andares está em pé, mas apenas os quatro primeiros andares têm obras mais avançadas, apesar de faltar ainda acabamentos e aberturas. A falta de verbas estaduais e municipais comprometeu a obra, iniciada em outubro de 2014 cujo orçamento seria de R$ 20 milhões. Na tarde de ontem, uma comitiva de vereadores visitou o prédio, ouviu explicações da direção do HG e cobrou ajuda da prefeitura. 

Quando o hospital foi anunciado, em 2013, a prefeitura prometeu doação de R$ 4 milhões. O valor chegou ao HG mas, devido ao risco de fechamento de leitos e serviços, em 2015, o município autorizou a direção do HG a redirecionar o valor para os gastos com a manutenção do hospital. Sem dinheiro em caixa, a prefeitura não teve como fazer um novo repasse milionário que permitiria a retomada da construção do prédio.

— Nos quatro primeiros andares, que poderíamos inaugurar logo, estão todos os serviços que nós estamos precisando em Caxias do Sul. Estão ali as UTIs, a ala pediátrica e leitos para algumas internações. De modo geral, com R$ 1,5 milhão por andar, nós conseguir tocar esta obra — detalha o diretor executivo da Fundação Universidade de Caxias do Sul (Fucs), Gilberto Chissini.

Para concluir os trabalhos nos quatro primeiros andares do hospital materno-infantil, portanto, seriam necessários pelo menos R$ 6,5 milhões. Até agora, segundo Chissini, foram investidos R$ 9,5 milhões, incluindo verba estadual e vinda de consultas populares destinadas à UCS. Emendas parlamentares de deputados federais como Pepe Vargas (PT) e do ex-parlamentar Mauro Pereira (PMDB) também foram dispensadas, mas os valores acabaram aplicados em custeio.

Com o caixa do governo estadual zerado, não há previsão de novo repasse, conforme lamenta Chissini:

— Tivemos de usar os R$ 4 milhões da prefeitura para não demitir gente e fechar leitos, porque era um momento de extrema necessidade. Mas, hoje, não temos como chegar ao Estado e pedir dinheiro num momento em que até a folha de pagamento está atrasada. Se tivermos uma programação de pagamentos mensais, a gente pode recomeçar a obra — sugere.

O hospital materno-infantil será, assim como o HG, referência para os 49 municípios da 5ª Coordenadoria Regional da Saúde (CRS). Para custear a construção, houve um acordo em que prefeitura, Estado e Fucs desembolsariam R$ 4 milhões cada uma para a obra. Estado e UCS, por meio da verba garantida anteriormente por consultas populares, fizeram sua destinação. 

— Este é um prédio do Estado, e houve este acerto na época (com a prefeitura) para que a obra seguisse. Mas não estamos pedindo os R$ 4 milhões da prefeitura. A obra pode seguir no ritmo financeiro do repasse que chegar: seja de R$ 200 mil, de R$ 500 mil, não importa —  defende o diretor-geral do HG, Sandro Junqueira.

Secretário concorda que novo hospital pode ser solução

A direção do Hospital Geral (HG) e o secretário municipal de Saúde, Geraldo da Freitas Júnior, reuniram-se há poucos dias para abordar a retomada das obras do hospital materno-infantil. Ao Pioneiro, Freitas admitiu que o déficit de leitos em Caxias poderia ser resolvido com o término da construção, e defendeu uma parceria entre governos municipal, estadual e federal. 

— Temos de mobilizar todos os níveis para terminar aquele hospital. São 138 leitos com UTI adulta, pediátrica e neonatal, o que é necessidade urgente. Isso vai amenizar o que nós estamos enfrentando hoje e no futuro — afirmou.

O Pioneiro tentou contato com a Secretaria de Saúde do Estado. O secretário não pôde conversar durante a tarde, mas indicou a titular da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde, Solange Sonda, para falar sobre o assunto. A reportagem tentou contato com ela por telefone diversas vezes, mas, até as 19h, ela não havia retornado as ligações. 

COMO SERÁ A AMPLIAÇÃO

A estrutura

Térreo: radioterapia, radiologia, pronto-socorro e lavanderia.

2º andar: UTI pediátrica, hemodiálise, hemodinâmica, ala de quimioterapia, farmácia, banco de leite humano e laboratório de patologias.

3º andar: UTI neonatal.

4º andar: UTI adulto e três setores de internação.

5º andar: três alas de internação.

6º andar: três alas de internação.

7º andar: auditório.

O que o hospital ganha

:: UTI Adulto: 20 leitos (com esses, o HG ficaria com 30 vagas)

:: UTI Pediátrica: 11 leitos (totalizando 20 vagas)

:: UTI Neonatal: 10 leitos (totalizando 30 vagas).

:: Leitos de Internação: 96 leitos (totalizando 275 vagas).

:: A área total que será ampliada, incluindo o hospital materno-infantil e Unacon, inaugurada em 2014, é de 11.886 mil metros quadrados. Para se ter ideia da proporção desta ampliação, os seis pavimentos do prédio do HG somam 12.955 mil metros quadrados. Desta forma, a ampliação da área física construída do HG será de 77%.


Foto: Lucas Amorelli / Agência RBS


 
 
 

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