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Frio intenso11/07/2018 | 16h00Atualizada em 11/07/2018 | 16h00

Hospitais e unidades de pronto atendimento de Caxias do Sul registram aumento de casos de gripe

No Postão, 20% dos pacientes recebidos na primeira semana deste mês tinham síndrome gripal

Hospitais e unidades de pronto atendimento de Caxias do Sul registram aumento de casos de gripe Charles Guerra/Agencia RBS
Para evitar complicações, uma recomendação é buscar atendimento nos postos de saúde no início da gripe Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

Com as baixas temperaturas dos últimos dias, a procura de pacientes com gripe por atendimento em unidades de urgência e emergência aumentou em Caxias do Sul. No Postão 24 Horas, foram 541 casos de síndrome gripal entre 1º e 7 de julho, o que representa 20% do total de atendimentos. O número também significa um aumento de 38 pacientes com gripe que foram ao pronto-socorro na comparação com a semana anterior.

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Os dados relativos a crianças com menos de dois anos mostram um cenário mais preocupante. Para essa faixa etária, 45% dos atendimentos foram em decorrência da gripe. A diretora administrativa do Postão, Demirse Rufatto, aponta que isso demonstra maior circulação do vírus na cidade e reforça a recomendação de medidas preventivas, como a vacinação contra a gripe. Em Caxias, nesta manhã, ainda havia doses disponíveis.

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Norte, não existe um levantamento específico de casos ligados à gripe. Mas a diretora administrativa, Eliana Ferreira, diz que houve um aumento de 40% nos atendimentos no início de julho na comparação com os primeiros dias de junho. Segundo ela, a maioria das situações envolve problemas respiratórios. 

Esse é o primeiro inverno em que a UPA está operando. Conforme Eliana, o aumento na demanda já era esperado em função do clima da Serra Gaúcha. Ela explica que isso pode gerar uma demora para atendimentos de pacientes com quadros menos graves e comenta ainda que a transferência para hospitais também está demorando mais.

Os hospitais Pompéia e Geral também perceberam aumento na procura de pacientes gripados ou com complicações decorrentes da doença. As duas instituições estão com taxa de ocupação em cerca de 90%. No Pompéia, alguns setores, como as UTIs, estão lotadas. Daeli Beatriz Brombatti, da área administrativa do hospital, salienta que a procura em decorrência da gripe está dentro do esperado para o inverno. 

O diretor técnico do Hospital Geral, Alexandre Avino, explica que a gripe pode evoluir para insuficiência respiratória e pneumonia. Ele conta que pacientes idosos, que já têm diagnósticos de doenças respiratórias, também sofrem com complicações nesse período. 

A recomendação dos gestores é que os pacientes com gripe procurem ainda no início do quadro tratamento nos postos de saúde, evitando o agravamento da doença. Segundo Avino, 75% dos casos poderiam ser resolvidos na rede básica de saúde, sem necessidade de hospitalização. 

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