Comunidades são essenciais para manter atividades dos bombeiros voluntários na Serra - Geral - Pioneiro

Vers?o mobile

 

Heróis anônimos - parte 214/07/2018 | 08h30Atualizada em 14/07/2018 | 08h30

Comunidades são essenciais para manter atividades dos bombeiros voluntários na Serra

Unidades não recebem recursos do Estado

Comunidades são essenciais para manter atividades dos bombeiros voluntários na Serra Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Em Garibaldi, unidade também mantém escola de cadetes e bombeiros mirins Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

A manutenção de um quartel de bombeiros voluntários exige dinheiro, e diferentemente do que ocorre na modalidade pública, não há aporte de recursos do Estado. Por isso, a comunidade se torna uma grande aliada. Só o aluguel do prédio que fica na área central de Garibaldi custa cerca de R$ 5 mil. Há funcionários, roupas, alimentos, combustível, manutenções prediais e de equipamentos necessários. Para tudo isso, a corporação conta com duas fontes de renda: a prefeitura e os moradores.

— Há entidades e escolas que já fazem ações pensando em nós. Mas estamos sempre promovendo eventos para conseguir contribuições. A comunidade garibaldense é muito acolhedora e participativa — avalia a presidente Márcia Canzi.

Entre os eventos, há o almoço anual em alusão ao aniversário do quartel, que ocorre na primeira semana de julho. Neste ano, os 800 ingressos foram comercializados rapidamente. Houve doações de alimento para o preparo do almoço, uma comunidade cedeu o espaço e outros voluntários ajudaram a cozinhar e servir as mesas. A doméstica Solani Dominga Graffitti Ceratti, 51 anos, trabalhou gratuitamente na organização. Ela, o marido e mais dois casais receberam com orgulho o convite de ser festeiros. A iniciativa dela é uma resposta ao socorro que recebeu em maio de 2017, ao ser vítima de uma crise de taquicardia e arritmia durante uma confusão no trânsito. A sensação de que o coração sairia do seu peito foi aplacada com o socorro dos bombeiros, que chegaram de forma rápida e fizeram a diferença em meio ao cenário caótico:

— Eles chegaram na hora que eu mais precisava. Conversaram comigo, e de tão bem que me trataram, eu imaginava que tudo ia ficar bem. E ficou. Em nenhum momento eu perdi a fé, porque tinha esses anjos ao meu lado — lembra.

Formação é compromisso

A estimativa é que a prefeitura seja responsável por 60% dos recursos utilizados pelos bombeiros voluntários de Garibaldi. Segundo o titular da Secretaria de Obras, Micael Carissimi, são repassados R$ 20 mil/mês, além de cedência de funcionários, viaturas e manutenção dos carros. Segundo o secretário, estima-se que o investimento represente, ao todo, cerca de R$ 74 mil da prefeitura. A corporação também recebeu o repasse de um terreno para que seja erguida uma sede própria. As obras devem iniciar no primeiro semestre de 2019.

— A ajuda dos bombeiros é importantíssima para a comunidade, e eles sem dúvida, têm todo o reconhecimento dos moradores. A gente deposita uma grande confiança neles — diz o secretário.

Os bombeiros de Garibaldi também são responsáveis por ocorrências nos municípios de Boa Vista do Sul e Coronel Pilar, o que garante repasse de verbas dessas prefeituras também. No momento, estão em formação 16 alunos que se formarão como bombeiros voluntários. A servidora pública da Justiça do Trabalho Bruna Aliatti, 31, é um deles. 

— O que mais gostei de aprender é a recuperação cardiovascular. Eu trabalho com direito, não tem nada a ver com resgate, é um mundo diferente e estou gostando cada vez mais. Sempre que tiver um tempo livre, vou entrar para a escala — promete.

Outra iniciativa da corporação é a escola de cadetes e bombeiros mirins. São cerca de 50 alunos de oito a 16 anos que têm a chance de aprender não só noções de socorro como também de cidadania. É o sexto ano que Gabriel Pasini, 15, faz parte do curso oferecido aos sábados. O guri, que sonha em ser piloto da aeronáutica, sente-se preparado para lidar com qualquer emergência:

— Eu sei o que fazer caso algum familiar meu passe mal, isso é importante. Caso eu não consiga ser piloto da aeronáutica, com certeza, quero ser bombeiro.

Leia também
Prefeitura anuncia construção de Plantão Pediátrico 24 Horas em Caxias
Ação conjunta intercepta carreta com cerca de 180 quilos de drogas em Garibaldi

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros