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Demissões 02/07/2018 | 13h40Atualizada em 02/07/2018 | 14h27

Codeca demite 36 funcionários em Caxias 

Desligamentos ocorreram porque contrato para prestação de serviços para o Samae não foi renovado 

Codeca demite 36 funcionários em Caxias  André Fiedler/Especial
Foto: André Fiedler / Especial

Trinta e seis funcionários da Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca)  foram demitidos na manhã desta segunda-feira. Os desligamentos ocorreram porque a Codeca e o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) rescindiram o contrato firmado para prestação de serviços para reparação das redes de água. Os colaboradores integravam o Departamento de Construção Civil da Codeca e eram cedidos para o Samae para desenvolver funções de servente, auxiliar geral, encanador e pedreiro.  Outros quatro funcionários que fazem parte do setor foram realocados para demais atividades em outras secretarias porque têm estabilidade devido às questões trabalhistas como a participação na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). 

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A não renovação do contrato foi um dos motivos que levaram os vereadores a convidarem a diretora-presidente da Codeca, Amarilda Bortolotto, a comparecer à Câmara de Vereadores na semana passada e prestar esclarecimentos. Na ocasião, ela esclareceu que o documento ainda estava em vigor e apontou que a companhia e o Samae estavam em tratativas para renovar a parceria. Contudo, segundo ela, após três reuniões para tratar do assunto, o Samae alegou que o alto custo da mão de obra da Codeca inviabiliza a renovação do contrato:

— O impedimento é realmente o custo dos nossos serviços para o Samae. Tentamos renovar o contrato e reverter a situação, mas para o Samae justifica que se torna inviável em função do tempo de casa dos funcionários da Codeca, da insalubridade, portanto, eles nos informaram que nossos valores estão fora da cotação de mercado — explica. 

A condição financeira da empresa, que fechou 2017 com um prejuízo de R$ 7,3 milhões, também impede que os custos sejam reduzidos para renovar o contrato. 

— Estamos no prejuízo e diminuir os valores colocaria em risco as demais operações financeiras da Codeca. Hoje, infelizmente, não temos onde realocar esses 36 funcionários e como somos uma empresa pública não podemos demitir os colaboradores e contratá-los novamente com salário inferior ou direcionar para outras funções, porque podemos ser apontados pelo Tribunal de Contas — destaca ela. 

Funcionários denunciam sucateamento da Codeca 

Dois funcionários, que têm os nomes preservados pela reportagem, alegam que a companhia está sucateando as máquinas. Para eles, as demissões indicam a tentativa de terceirizar o Departamento de Construção Civil:

— Tem máquinas que foram mandadas arrumar e não voltaram mais. O governo está sucateando as máquinas. Temos três caminhões parados. Pelo menos 20 funcionários demitidos poderiam ser realocados junto a Secretaria de Obras. São serventes e pedreiros. A empresa está trabalhando em quatro obras, que estão paradas porque não tem equipe e demite? —questiona um dos funcionários. 

Britador da Codeca está interditado 

Cinco funcionários que atuavam junto a Secretária de Obras e trabalhavam no britador também foram demitidos ainda em junho. Um ex-funcionário de 53 anos conta que estava desde 8 de dezembro do ano passado sem trabalhar. 

— Estávamos afastados mas recebendo os salários e em 8 de junho fomos demitidos. Sou concursado e entrei na Codeca em 2015 e desde que trocou a administração, o contrato com a Secretaria de Obras não foi renovado e agora fomos demitidos, destaca ele. 

De acordo com Amarilda, o britador foi interditado pelo Ministério do Trabalho devido a uma série de problemas que não são recentes e se intensificaram ao longo dos anos:

— Não temos o que fazer em relação ao britador. Há uma série de apontamentos e de adequações que deveriam ser feitas e em dezembro foi interditado. Os funcionários trabalharam um tempo junto à usina de concretagem, mas agora foram desligados. 

Protesto

Os funcionários demitidos pretendem ocupar a sessão da Câmara de Vereadores para se manifestar sobre o assunto. 

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