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Arrecadação online 20/07/2018 | 13h59Atualizada em 20/07/2018 | 15h03

Campanha arrecada recursos para ajudar bebê em Caxias 

Família corre contra o tempo para tentar reverter lesão que comprometeu movimento do braço direito do menino 

Campanha arrecada recursos para ajudar bebê em Caxias  Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

A família do pequeno Waysler Ediel da Silva Kinast, de um mês e vinte e seis dias, iniciou uma campanha para arrecadar recursos para pagar um procedimento cirúrgico para o bebê. O menino corre contra o tempo para tentar reverter uma lesão provocada durante o parto.  Ao nascer, o menino teve fratura na clavícula e lesão de plexo braquial, que são danos causados em um conjunto de nervos que conduz sinais da medula espinhal para os membros superiores. Isso comprometeu o movimento do braço direito do pequeno. A cirurgia particular é a maior esperança da mãe do menino para tentar reverter a lesão. 

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A comunidade se sensibilizou com a história do bebê, que teve alta do Hospital Geral, dois dias após o nascimento, com o bracinho imobilizado, e faz fisioterapia três vezes por semana para recuperar o movimento. A princípio a mãe da criança, Natália Ribeiro da Silva, acreditava que a lesão seria revertida após as sessões de fisioterapia.  Porém no último dia 13 recebeu um diagnóstico preocupante: a lesão é considerada crônica e o bebê pode perder o movimento do braço, segundo o que teria lhe dito um especialista em traumatologia que atendeu o filho dela no Centro Especializado em Saúde (CES). 

A angústia tomou conta da família, que se emociona com a corrente de solidariedade para ajudar o menino.

— Estamos correndo contra o tempo porque o médico me disse que o ideal é que ele faça a cirurgia antes dos três meses, e nem assim está garantido que ele mexa o bracinho, mas tenho esperança e vamos tentar, afirma ela. 

Após consulta no dia 17, o Centro Clínico da Universidade de Caxias do Sul encaminhou o bebê com urgência para atendimento com neurologista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A mãe conta que a campanha online foi criada pela prima dela Pamela Dalla Santa para arrecadar recursos que vão ajudar até mesmo nas consultas que o menino precisa fazer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) tanto em Caxias quanto em outras cidades.  A esperança dela, contudo, é garantir recursos para pagar as despesas do procedimento sem precisar esperar na fila pelo atendimento ao bebê:

—  As doações são uma ajuda e tanto. Esses recursos podem ajudar a reverter a situação do meu filho, e essa campanha vai fazer com que o meu sonho não termine aqui e que meu bebê tenha o movimento do bracinho de volta.

COMO AJUDAR:

* As doações podem ser realizadas no link da campanha virtual: http://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-o-whaysler

* Caso prefira depósito ou transferência as doações podem ser feitas na Caixa Econômica Federal em nome de Natália R. Silva. Os dados são os seguintes:
Agência: 0465
Conta: 00278769-6
Operação:  013
CPF: 035.215.970.75

Entenda o caso

A mãe conta que ainda durante o pré-natal na unidade básica de saúde (UBS) Diamantino, a ginecologista já alertava que o bebê era grande (nasceu com 53 centímetros e 3,970 quilos). Durante o parto, que durou 24 horas, ela implorou por uma cesariana, mas a equipe seguiu lhe orientando que fizesse força para que o bebê nascesse. A tensão seguiu até que uma das enfermeiras fez força em cima da barriga de Natália, empurrando até Waysler nascer. Os momentos de aflição continuaram. Segundo a mãe, o bebê precisou ser reanimado duas vezes e só quando foi intubado com o oxigênio ele passou a reagir. 

Depois de duas horas, já no quarto a pediatra lhe deu duas notícias: uma era que os testículos do menino estavam presos no canal inguinal , mas que com o tempo desceria. A outra era que ele teve uma  fratura na clavícula e a lesão de plexo braquial. Ela explicou à mãe que o nervo dele foi esticado, mas disse que estava tudo bem e que ele seria encaminhado para fisioterapia e para ortopedista, então mexeria o bracinho. O desabafo da mãe nas redes sociais, chegou às advogadas Alesandra Rannow e Marieli Mercali, que se ofereceram para representá-la, sem custo algum, e ingressar com uma ação contra o Hospital Geral por violência obstétrica.

Posição do Hospital Geral 

Em nota encaminhada pelo Departamento de Relações Públicas, o Hospital Geral diz: Trata-se de um parto complicado por dificuldade de desprendimento dos ombros do bebê, o que muitas vezes, pode determinar realização de manobras com o intuito de preservar a vida do recém-nascido. Esta situação não é previsível durante a gestação e o trabalho de parto, sendo diagnosticada apenas no momento do parto, após a saída do polo cefálico, e não necessariamente seria evitada ou resolvida através da realização de parto cesárea. As condutas adotadas pela equipe do Hospital Geral seguiram os protocolos de atendimento de forma adequada. O Hospital sempre deu o apoio necessário para a mãe e seu RN, e mantém-se a disposição. 

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