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Ambiente30/06/2018 | 07h08Atualizada em 30/06/2018 | 13h51

Tega: Na área rural, o arroio volta a viver

Pioneiro percorreu o curso do arroio do bairro São Ciro até a localidade de São Giácomo

Tega: Na área rural, o arroio volta a viver Felipe Nyland/Agencia RBS
Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Água transparente e inodora deslizando sobre corredeiras e lajeados tortuosos em um belo espetáculo natural. Foi assim que encontramos o Tega, no trecho que fica na localidade de São Giácomo, na 9ª Légua, interior de Caxias do Sul. E são exatamente essas características de leito rochoso e curvilíneo que fazem com que o arroio volte à vida.

– Mesmo que ele (Tega) venha com grande carga de efluentes, a depuração natural ocorre. Se tem um curso d'água preservado, que escoe em cima de pedras, que tenha corredeiras, isso faz com a água oxigene. E com vegetação no entorno que protege as margens, que não deixe entrar sedimentos, ele acaba se depurando naturalmente – explica o geólogo Caio Vinícius Torques.

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Um dos resultados desse processo de depuração é que, na parte rural do arroio, segundo informações extraoficiais, é possível ver peixes. Animais de grande porte e aves também são vistos bebendo a água no leito.

Mas a doutora em Engenharia de Recursos Hídricos e Saneamento, Vania Schneider, alerta para o risco de alta concentração de metais pesados na água, os quais, provavelmente, também podem ser encontrados nos peixes. Conforme a especialista, a qualidade da água do Tega melhorou muito nas últimas décadas depois da implantação de medidas de controle, como a exigência do tratamento de efluentes nas empresas, do monitoramento da água, da instalação de fossas e filtros nas residências e com a construção das estações de tratamento de esgotos na cidade. Porém, segundo ela, provavelmente, esses peixes tenham alta concentração de metais, algo que ainda não foi comprovado em análises. A presença de cobre, níquel, cobre e zinco já foi comprovada em estudo feito em tese de mestrado na água e nos sedimentos. Neste último, a ocorrência pode ter sido por depósito ao longo do tempo.

– Em se tratando da água, pode ser, sim, baixa eficiência de tratamento ou lançamento indevido de efluentes por parte das empresas e indústrias que trabalham com esses metais – explica a pesquisadora.

Segundo a Semma, a área em que o arroio volta a ser preservado segue legislação ambiental. Isso significa que é preciso licença do município para ocupação. Atualmente, existem loteamentos e indústrias em processo de licenciamento no município.

 
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