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Saúde11/06/2018 | 21h42Atualizada em 12/06/2018 | 10h38

Senhas limitadas para a traumatologia em Caxias do Sul

Mudança gerou reclamações entre pessoas que buscam consultas nos serviços de urgência e emergência

Senhas limitadas para a traumatologia em Caxias do Sul Marcelo Casagrande / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agência RBS / Agência RBS

CORREÇÃO:  A partir de agora, o novo modelo prevê a entrega de 20 fichas de consultas – entregues diariamente até as 15h, e não até as 14h. A informação incorreta partiu da secretaria de saúde e permaneceu publicada entre 21h42min desta segunda-feira até 10h12min desta terça-feira. 

O convênio para atendimento com especialistas em traumatologia ortopédica entre a prefeitura de Caxias do Sul e a clínica SOS passou por mudanças na última semana. A partir de agora, o novo modelo prevê a entrega de 20 fichas de consultas – entregues diariamente até as 15h – para que os pacientes possam ser atendidos. Até então, as pessoas chegavam ao Pronto-Atendimento 24 Horas e à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Norte e também recebiam fichas para entregar na clínica. Contudo, o número de pacientes não era limitado: eles já ficavam com os documentos e iam direto para a clínica no dia seguinte, caso chegassem depois das 17h45min, que é o horário de atendimento da SOS. Com a alteração, os pacientes têm de voltar ao serviço de urgência e emergência no dia seguinte para tentar garantir uma ficha. 

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O município alega que a regulação não era executada de forma padronizada e, portanto, não se tinha um bom gerenciamento e controle dos encaminhamentos e do cumprimento do contrato com o prestador do serviço. De acordo com o Departamento de Avaliação, Controle, Regulação e Auditoria (Dacra), o Postão e a UPA, por exemplo, apenas anotavam em planilhas próprias o nome dos pacientes e  faziam o encaminhamento direto ao serviço, conforme a orientação do clínico geral. Ao final do dia, esta planilha era encaminhada à Central de Regulação Ambulatorial (CRA), para simples registro. As unidades básicas de saúde (UBSs) entravam em contato com a CRA, solicitando acesso ao serviço de traumatologia. A consulta então era agendada via sistema e passadas orientações sobre o encaminhamento do usuário ao serviço. 

Pacientes e médicos relataram descontentamento com a mudança. Conforme servidores municipais ouvidos pelo Pioneiro, os médicos nem sempre encaminham casos considerados mais graves para o Hospital Pompéia, que é referência no atendimento. A clínica SOS é a alternativa usada pelos profissionais para que os pacientes tenham atendimento qualificado sem precisar do hospital. Eles defendem que há situações em que o paciente não deveria esperar até o dia seguinte para a consulta, mas como as fichas são entregues somente até as 14h, quem precisar de atendimento após esse horário terá de voltar aos serviços para obter a autorização e, só então, consultar o especialista. 

Sete pacientes que estiveram no Postão no final de semana tiveram que voltar ao pronto-atendimento, nesta segunda-feira, em razão do novo processo e questionaram as mudanças, que acabam fazendo com que a consulta, e consequentemente, o diagnóstico e tratamento demorem mais. 

– Eles perguntam por que tem de retornar ao PA, por exemplo, para autorizar a ida – contou uma servidora. 

Avaliação e monitoramento dos contratos

A diretora do Dacra, Marguit Weber Meneguzzi, explica que a mudança é para padronizar o processo de regulação do serviço. Ela defende, porém, que não haverá impacto aos pacientes:

– O acesso ao serviço continua garantido. A regulação constitui-se em uma forma de garantir o acesso conforme protocolos e fluxos estabelecidos, ordena o acesso e garante que os encaminhamentos sejam feitos conforme necessidade

do usuário e a disponibilidade do serviço. Além disso, o registro adequado através da regulação torna possível a avaliação e monitoramento dos contratos, além dos dados epidemiológicos do município e garantir o cumprimento do protocolo de indicação de encaminhamento para atendimento traumatológico de urgência.

Ela revela que a média de atendimentos é de 20 pacientes por dia. Ainda segundo a Secretaria de Saúde, casos graves seguem sendo encaminhados ao Hospital Pompéia. Sobre a possibilidade de lotar ainda mais a instituição de saúde, cuja demanda já é grande, a diretora nega que isso possa acontecer, visto que há garantia de atendimento na clínica no dia seguinte. 

De acordo com o administração da clínica SOS, entre 25 e 30 pacientes eram encaminhados pelo Postão, por dia, para atedimentos, enquanto a UPA encaminha entre seis e oito. O valor mensal do contrato é de R$ 52.172,00. O horário de atendimento da clínica é das 7h30min às 17h45min, sem fechar ao meio dia.

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