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Abaixo do esperado11/06/2018 | 09h01Atualizada em 11/06/2018 | 09h01

Secretaria acredita que procura reduzida por vacinas ocorre por não haver registro de mortes por gripe em Caxias

Crianças e gestantes continuam representando a menor cobertura da imunização com apenas 46% e 48%, respectivamente

Secretaria acredita que procura reduzida por vacinas ocorre por não haver registro de mortes por gripe em Caxias Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
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Ao  iniciar a última semana da já prorrogada Campanha de Vacinação contra a Influenza, a Secretaria Municipal da Saúde de Caxias preocupa-se com a procura abaixo do esperado de integrantes dos grupos de risco. 

Conforme o último levantamento da Secretaria Municipal da Saúde, cerca de 85 mil doses haviam sido aplicadas em pessoas pertencentes aos grupos de risco, o equivalente a 72% da meta de 115 mil estabelecida pelo município. Crianças e gestantes continuam representando a menor cobertura da imunização com apenas 46% e 48%, respectivamente. Por outro lado, idosos (87,99) já estão bem próximos de chegar ao índice pretendido.

Um dos principais motivos para a demanda reduzida, de acordo com a Vigilância Epidemiológica, seria o fato de não haver registro de mortes por gripe neste ano na cidade. No entanto, em 2018 já foram registradas 21 internações em unidades de tratamento intensivo (UTI) de Caxias por Síndrome Respiratória Aguda Grave, na qual incluem-se pacientes com agravamento de gripe. Desses casos, dois foram por Influenza A H3 (gripe sazonal), um por H1N1 e seis por Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que geralmente afeta crianças e recém-nascidos e, apesar de não ser causado pela influenza diretamente, pode ser transmitido por pessoas próximas que apresentem sintomas de  gripe. Outros seis pacientes ainda aguardam resultados de exames.

— Infelizmente é uma constatação histórica: as pessoas só procuram a vacina depois que ocorre alguma morte. Isso, obviamente, não é bom, porque menos pessoas imunizadas torna mais pessoas vulneráveis ao vírus — comenta Juliana Argenta Calloni, coordenadora da Vigilância Epidemiológica.

Embora neste ano não tenha sido registrado nenhum óbito, em 2017 houve a morte de uma pessoa pelo vírus Influenza B. Ao todo, foram 54 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave, sendo 18 por Influenza A (H3 sazonal) e cinco por Influenza B.

Em 2016, houve procura considerável pela imunização devido ao fato de o país estar vivenciando a epidemia de gripe A. Naquele ano foram registradas quase duas mil mortes pela virose no país, sendo mais de 200 no Rio Grande do Sul. Os perigos, no entanto, não se limitam aos anos com crises epidêmicas. Conforme relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS),  nos últimos 10 anos uma média de 650 mil pessoas morreram anualmente em decorrência da gripe. Também conforme a OMS, 1,2 bilhão de pessoas apresentam risco elevado para complicações relacionadas à doença. 

20ª CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO CONTRA A INFLUENZA 

:: Período: até dia 15 de junho
:: Onde: As doses estarão disponíveis em todas as unidades básicas de saúde (UBSs).

Público-alvo:

:: Pessoas com 60 anos ou mais: levar documento de identidade.
:: Crianças de seis meses a menores de cinco anos (4 anos, 11 meses e 29 dias): os pais precisam apresentar a carteira de identidade, certidão de nascimento ou carteira de vacinas.
:: Gestantes e mulheres em até 45 dias após o parto: puérperas devem apresentar a Declaração de Nascido Vivo da criança.
:: Trabalhadores da saúde: podem ir ao posto de saúde com documento que comprovem a atividade profissional.
:: Professores: profissionais da ativa precisam levar documento com foto e comprovante de que atuam em escola como carteira de trabalho ou declaração da instituição de ensino.
:: Indígenas: devem presentar documento com foto, além da carteira de vacinação.
:: População carcerária.
:: Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis: devem procurar o posto onde estão cadastrados. Quem é atendido em outros serviços da rede pública ou privada deve apresentar a prescrição médica.

Contraindicações: a vacina é contraindicada apenas para pessoas com histórico de reação anafilática em doses anteriores, bem como a qualquer componente da vacina, ou alergia grave relacionada ao ovo de galinha. Para o público em geral, as reações em decorrência da imunização são normalmente leves, como dor no local da aplicação.

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