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Para além das coxilhas - parte 323/06/2018 | 09h00Atualizada em 24/06/2018 | 21h06

São Francisco de Paula vai inaugurar observatório astronômico em julho

Por enquanto, local terá visitação restrita a associados

São Francisco de Paula vai inaugurar observatório astronômico em julho Ricardo Hubba/Divulgação
Mirante estelar foi montado no terraço de uma colônia de férias Foto: Ricardo Hubba / Divulgação

Embora Vacaria lidere a construção de um observatório astronômico público na Serra, São Francisco de Paula já conta um mirante para esse tipo de atividade. A unidade será inaugurada em julho na colônia de férias da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcef) do Rio Grande do Sul. A diferença é que o acesso será restrito aos sócios. 

O telescópio foi montado na última quarta-feira no terraço de um prédio com cobertura móvel — uma cúpula, como o projeto de Vacaria, custaria mais caro.

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A associação estuda a possibilidade de abrir o local, chamado de Observatório Astronômico Caixa de Joias, para escolas e comunidade, segundo Paulo Ricardo Belotto, vice-presidente da Apcef. No momento, porém, a intenção é focar nos associados. Uma parceria está sendo desenvolvida com a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) para treinar professores da rede pública.

— Era um sonho antigo meu, que sempre persegui — conta Ricardo Hubba, um dos idealizadores.

Juntos, os observatórios de Vacaria e de São Francisco de Paula podem contribuir significamente no currículo de estudantes da educação básica na Serra.

Curiosidades

:: A Terra está situada num sistema solar que integra apenas uma pequena parte da Via-Láctea que, por sua vez, é uma galáxia entre dois trilhões de galáxias pelo universo, de acordo com estimativas mais recentes de cientistas a partir  de dados coletados durante 20 anos pelo telescópio espacial Hubble

::  Estima-se que cada galáxia contém entre 200 e 300 bilhões de estrelas, muitas delas parecidas com o nosso Sol. Contudo, nem todas as estrelas que brilham em nosso céu ainda existem. Ou seja, toda vez que você mira um objeto no telescópio, a imagem que chega através do equipamento pode ser o reflexo de um corpo celeste que já morreu há muitos e muitos anos. É como uma viagem no tempo, segundo os cientistas.

::  Ou seja, a luz viaja a cerca de 300 mil quilômetros por segundo no espaço. Como as outras galáxias estão situadas a trilhões e trilhões de quilômetros de distância da Terra, a luz emanada pelas estrelas levam milhões de anos para chegar até a Terra. Nesse período, a estrela já deixou de existir. Portanto, o brilho que você já está vendo é apenas uma reprodução do que ela foi no passado. Viu como é difícil mensurar a complexidade do universo e a riqueza proporcionada pela astronomia?

Onde e como observar o céu

::  Dá para aprender um pouquinho mais sobre o cosmo na prática. O observatório astronômico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, é aberto para visitação gratuita com orientação de especialistas. Escolas precisam agendar horário. O público em geral pode fazer a observação dos céus a partir de um telescópio na terça e na quinta-feira, das 19h às 22h, desde que as condições climáticas permitam. Mais informações pelo telefone (54) 3308.3352.

::  Há outras formas de conhecer parte dos corpos celestes sem depender de telescópios. Diversos aplicativos para sistemas Android e IoS permitem visualizar de forma virtual onde estão estrelas e planetas por meio da tecnologia do GPS e da realidade aumentada. Basta apontar o aparelho para o céu. Na tela, vão surgir informações de cada planeta, estrela e constelação que aparece no horizonte. Carta Celeste, GoSkyWatch, Sky Map são alguns aplicativos que podem ser baixados gratuitamente.

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