"Procurávamos uma agulha no palheiro", relata mulher de caxiense que ficou mais de 30 horas preso em ferragens de caminhão - Geral - Pioneiro

Versão mobile

 

Salvamento11/06/2018 | 15h57Atualizada em 11/06/2018 | 15h57

"Procurávamos uma agulha no palheiro", relata mulher de caxiense que ficou mais de 30 horas preso em ferragens de caminhão

Veículo caiu de altura de quase seis metros de ponte em Campestre da Serra e ficou oculto em meio à vegetação

"Procurávamos uma agulha no palheiro", relata mulher de caxiense que ficou mais de 30 horas preso em ferragens de caminhão Corpo de Bombeiros de Vacaria/Divulgação
Foto: Corpo de Bombeiros de Vacaria / Divulgação
Pioneiro
Pioneiro

O caminhoneiro de Caxias do Sul Everaldo José Silva Ferreira, 43 anos, foi salvo na manhã desta segunda-feira por uma equipe do Corpo de Bombeiros de Vacaria após ficar preso mais de 30 horas nas ferragens do seu caminhão que se acidentou no km-65, da BR-116, em Campestre da Serra. O veículo foi localizado por acaso por um motorista de ambulância que passava pela região e avistou o que parecia ser a parte de um caminhão em meio à vegetação existente fora da pista e acionou o Corpo de Bombeiros de Vacaria.

Antes de iniciar o processo de desencarceramento, por volta das 9h40min desta segunda, os servidores descobriram que Ferreira estava preso nos destroços do seu caminhão desde a noite de sábado, ou seja, há mais de 30 horas.

A vítima fraturou a perna, que ficou presa após colisão frontal imprensar a frente do veículo contra ele. Além disso, o condutor teve escoriações na cabeça e permanecia em observação no Hospital Nossa Senhora da Oliveira, em Vacaria na tarde desta segunda.

— Quando ele saiu já estava bem, apesar de estar com os membros dormentes pela condição que ficou por muito tempo e em estado de hipotermia — comenta José Cornélio Beck, sargento do Corpo de Bombeiros de Vacaria.

Everaldo estaria trafegando no sentido Campestre-Caxias quando perdeu o controle do veículo, passando por cima de uma tartaruga, o que teria lançado o caminhão para fora de uma ponte, em uma queda de aproximadamente seis metros até a vegetação. Antes disso, o caminhão ainda teria batido frontalmente contra um barranco e tombado.

— O estado que o caminhão ficou foi bem assustador. Até nos surpreendemos quando vimos que ele estava bem. A remoção foi rápida, demorou cerca de 15 minutos — complementa o sargento.

"Estávamos apavorados procurando por ele"

Everaldo José Silva Ferreira mora com a família no bairro Desvio Rizzo, em Caxias do Sul. Ainda na quinta-feira, ele iniciou o transporte de uma carga de papelões do Rio de Janeiro em direção a Farroupilha. Na sexta-feira, por volta das 21h50min, o filho dele, Daniel, 20 anos, teve um último contato com pai, a quem combinou de buscar às 6h do sábado em Farroupilha. Depois disso, o pânico da família começou.

— Não conseguimos mais contato com ele. Não sabíamos o que tinha acontecido, ele simplesmente sumiu. No domingo de manhã fomos cobrar da empresa onde ele trabalha que nos informou que o caminhão estaria entre Campestre da Serra e Caxias. Começamos a procurar, como uma agulha no palheiro — comenta a esposa de Everaldo, Raquel  Pires Bravo.

O alívio viria somente no dia seguinte, quando Everaldo foi localizado e salvo pelos bombeiros:

— O susto foi enorme, enorme. Ver ele bem é gratificante, principalmente devido ao estado que ficou o caminhão. (Everaldo) nasceu de novo — ressalta Raquel.

Leia também:
Queda de fiação mata cachorra e impede saída de famílias de moradias no bairro Primeiro de Maio, em Caxias do Sul
Visate aponta redução de 60,6% em quedas dentro dos ônibus em Caxias 
Uniformizados, mais prestativos e com internet a bordo: em Caxias do Sul, os taxistas mudaram


 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros