Plano para evitar atropelamento de animais na Rota do Sol, em Itati, prevê travessias aéreas e passagens subterrâneas - Geral - Pioneiro

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Espécies ameaçadas14/06/2018 | 15h11Atualizada em 14/06/2018 | 15h12

Plano para evitar atropelamento de animais na Rota do Sol, em Itati, prevê travessias aéreas e passagens subterrâneas

Estudo realizado entre o fim de 2017 e o início de 2018 aponta que anfíbios representam 90% das espécies mortas

Plano para evitar atropelamento de animais na Rota do Sol, em Itati, prevê travessias aéreas e passagens subterrâneas Daer/Divulgação
Estudo ocorreu entre o fim de 2017 e o início de 2018 Foto: Daer / Divulgação

Os planos para evitar a morte de animais que cruzam a Rota do Sol na região de Itati, no Litoral Norte, incluem a criação de travessias aéreas e novas passagens subterrâneas. A decisão ainda é preliminar, mas baseia-se em um estudo encomendado pelo Daer para verificar quais são as espécies que vivem na Reserva Biológica Estadual Mata Paludosa e como elas se comportam. O levantamento, realizado após acordo com o Ibama, ocorreu entre o fim do ano passado e o início deste ano e chamou a atenção dos motoristas por causar interrupções no trânsito.

Os primeiros relatórios apontam que 90% das espécies atropeladas são anfíbios. Entre elas, estão algumas com risco crítico de extinção, como a perereca-castanhola e a perereca risadinha. De acordo com o biólogo Luiz Carlos Leite, da Coordenadoria Técnica de Meio Ambiente (CTMA) do Daer, parte das espécies identificadas na região costumam viver também em árvores, por isso é necessário criar travessias por cima da rodovia.

— Já temos, em algumas rodovias, escadinhas de corda para a passagem de bugios, mas essa provavelmente não pode ser usada por anfíbios. Pensamos em uma tela com trepadeiras ou cipós. Dessa forma, se criaria um microambiente para esses animais que precisam de umidade — explica.

O modelo exato da travessia ainda não foi definido. O que se sabe é que a fixação delas precisa ocorrer junto às árvores para que as espécies tenham fácil acesso.

Já as novas passagens subterrâneas são necessárias em pontos um pouco mais distantes das três já construídas. Segundo Leite, nesses locais também há concentração de animais que acabam cruzando a pista. Nas travessias já existentes, porém, o estudo detectou a passagem de espécies de porte maior, como o graxaim-do-mato.

A implantação das travessias deve ser acompanhada da instalação de telas nas laterais da rodovia para impedir que os animais cruzem a estrada em lugares incorretos. O tipo de tela a ser escolhido também precisa impedir que os animais consigam escalar. 

A partir da adoção destas medidas, que ainda não tem data para ocorrer, o Daer vai avaliar a possibilidade de retirar a lombada eletrônica em Itati, instalada após decisão judicial. Antes, porém, é preciso realizar a segunda etapa do estudo, que vai avaliar se as ações de fato impedem a morte de animais. A avaliação deve começar no fim de 2019, com conclusões previstas apenas para o primeiro semestre de 2020.

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