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Opinião04/06/2018 | 08h27Atualizada em 04/06/2018 | 08h27

O Brasil sobre rodas, por Daniel R. Randon

Autor é vice-presidente de Administração e Finanças da Randon S.A. Implementos e Participações e presidente do Conselho Diretor do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP)

O Brasil sobre rodas, por Daniel R. Randon reprodução/
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Na paralisação dos caminhoneiros, ficou claro o peso do transporte rodoviário de carga para a economia e para a vida de cada um. Meu pai, Raul Randon, já dizia que a demanda por alimentos e por transporte sempre seria necessária e já previa o poder do transporte. “Se os caminhoneiros pararem, o Brasil para”, falava. Sempre soubemos disso, mas confesso que a importância ficou ainda mais evidente nos últimos dias, diante dos efeitos do desabastecimento. 

Caminhão na estrada é sinônimo de progresso. Cada caminhoneiro, em situações adversas, transporta a riqueza produzida, das commodities aos insumos e industrializados que, em sua trajetória logística, vão fazer falta no decorrer do processo.

Embora não seja o primeiro episódio de paralisação, talvez tenha sido o mais abrangente. E, também, o de maior risco para a sociedade, que concorda com a motivação, mas sofre seus efeitos. Que a iniciativa dos motoristas deixe lições e aprendizados. 

A demora do governo em negociar com total falta de credibilidade fez com que outras pautas políticas e partidárias viessem à tona. Para mim, que acredito na democracia, foi impactante ver surgir reivindicações de intervenção militar ou outras a quatro meses de uma eleição. Durante as negociações, em nenhum momento o governo colocou em pauta a redução dos gastos do seu orçamento ou como ter um Estado mais enxuto – orçamento menor nos três poderes com maior eficiência e menor número de deputados e senadores. Talvez não chegássemos a este ponto se tivesse sido enviada ao Congresso uma proposta de reforma para acabar com os privilégios. 

A Petrobras, da qual o governo é sócio majoritário (via ações e impostos), por mais que mereça o nosso respeito, é um monopólio que está repassando a conta da corrupção e da má gestão do passado, o que afeta a competitividade de quem produz e exporta.

Costumo ser otimista com o Brasil, mas estou cético quanto às chances de o próximo presidente conseguir fazer reformas que mudem a estrutura do país, ao invés de continuar passando a conta para a população. É hora de aprofundarmos esta discussão durante a campanha para que não exista espaço para um processo de intervenção mais cedo ou mais tarde.

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