Caxias do Sul registra 21 prisões por furtos, roubos e extorsões em maio - Geral - Pioneiro

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Criminalidade07/06/2018 | 14h40Atualizada em 07/06/2018 | 14h40

Caxias do Sul registra 21 prisões por furtos, roubos e extorsões em maio

Parte das ligações para extorquir a vítima é feita de dentro de presídios, diz Polícia

Caxias do Sul registra 21 prisões por furtos, roubos e extorsões em maio Fernando Gomes/Agencia RBS
Bandidos roubam carros e depois pedem resgate Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

No mês de maio, 21 pessoas foram presas por  roubos, furtos e extorsões em Caxias do Sul. O dado foi divulgado pela Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec). Nesta semana, um caso, que envolve roubo e extorsão, chamou a atenção.

Na noite de terça-feira (5), um motorista de van foi contratado para realizar um frete de roupas em Flores da Cunha.  Após se encontrar com dois homens no bairro Esplanada, seguiu com a dupla pela perimetral Sul, quando nas proximidades do cruzamento com a Travessa São Marcos, os bandidos anunciaram o assalto. O motorista, ao ser avisado que não deveria parar o veículo, saltou da van. Ele teve ferimentos leves. Os bandidos fugiram com a van. Na ocorrência policial, o homem registrou que recebeu uma ligação dos bandidos  pediram um resgate em dinheiro para devolver a van. O caso está sob investigação. O homem não efetuou o pagamento. O valor pedido não foi informado.

Conforme o titular da Defrec, delegado Adriano Linhares, grande parte das ligações com o objetivo de extorquir a vítima parte de dentro de presídios. Os bandidos que estão na rua praticam o furto e avisam quem está preso, que faz o contato com a vítima. Não há, porém, um padrão no tipo de furto que incluem carros, motos, caminhões e vans. Segundo Linhares, também não há um padrão no valor pedido pelos bandidos. Quanto mais caro for o automóvel, ou a carga envolvida, mais alto será o valor do resgate. O comportamento da vítima também é analisado pelos bandidos na hora do contato. Quanto mais a pessoa cede, maior é o dinheiro solicitado.

Linhares salienta que muitas pessoas procuram a delegacia apenas depois de fazer o pagamento do resgate e não ter o bem recuperado.

— Algumas chegam para registrar a ocorrência dizendo que pagaram R$ 1 mil, R$ 2 mil até R$ 5 mil e não tiveram o carro devolvido. A população, quando for furtada, precisa procurar imediatamente a polícia e, caso receba uma ligação com pedido de resgate, que faça uma gravação e nos avise. Estes são crimes de fácil solução quando temos mais informações que nos levem a captura dos bandidos — disse.

O delegado também chama a atenção para uma prática que se tornou comum nos últimos meses. Pessoas que tiveram seus veículos furtados e postaram fotos com as características em redes sociais ou grupos de trocas de mensagem e também foram alvo de extorsão. Não é incomum que bandidos que sequer estejam em poder do automóvel se aproveitem desta prática para praticar o crime. Na maioria dos casos em que a vítima aceita realizar o pagamento do resgate, não há a devolução do carro.

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