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Morte de manicure29/06/2018 | 16h07Atualizada em 29/06/2018 | 17h04

Caminhoneiro afirma não saber se atropelou a própria esposa em Vacaria

Mulher foi encontrada com ferimentos a cerca de 100 metros de casa

Caminhoneiro afirma não saber se atropelou a própria esposa em Vacaria Facebook/Arquivo Pessoal
Edleuza Cristina da Silva tinha 36 anos e teria sido atingida pelo caminhão do marido, Nilceu Pacheco Foto: Facebook / Arquivo Pessoal

A Polícia Civil de Vacaria confrontará o depoimento de testemunhas e a conclusão da perícia para esclarecer as circunstâncias da morte da manicure Edleuza Cristina da Silva, 36 anos. O corpo da mulher, que usava apenas roupas íntimas, foi encontrado caído na Rua Thaul, no bairro Vêneto, a cerca de 100 metros de casa, por volta das 7h15min de quinta-feira. Em princípio, ela teria sido atropelada pelo caminhão conduzido pelo marido dela, Nilceu Pacheco, 69 anos, que havia deixado a moradia para entregar uma carga de calcário em Santa Catarina. 

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O homem prestou esclarecimentos na delegacia na manhã de sexta-feira, pouco antes do sepultamento de Edleuza. Ele afirmou não saber o que aconteceu e tampouco se atropelou a esposa. O veículo foi apreendido para ser examinado pelo Instituto Geral de Perícias (IGP). Os especialistas também vão determinar a origem dos ferimentos na mulher.

Para o delegado Vitor Fernando Boff, responsável pela investigação, não há dúvidas de que a Edleuza foi atingida pelo caminhão de Pacheco. O que não está claro é como isso ocorreu. O caminhoneiro e a manicure viviam juntos havia cerca de 15 anos. Os dois se conheceram em Campina Grande, na Paraíba, cidade onde Edleuza morava, segundo a irmã dela, Adriana Silva Tavares, 46. 

Ainda adolescente, Edleuza começou a manter um relacionamento com o caminhoneiro e se mudou para Vacaria. Na Serra, o casal teve dois filhos.

Em depoimento na Polícia Civil, Pacheco admitiu que o relacionamento com a mulher era conturbado. Os dois estiveram separados por cerca de seis meses e reataram há cerca de dois anos. Ele negou ter agredido a companheira no dia em que o corpo foi localizado ou em outras ocasiões. Conforme depoimento do homem, ele saiu de casa pouco depois das 6h de quinta-feira e ligou o caminhão. Naquele momento, a manicure já estava acordada.

— Ele (Pacheco) diz que conversou com a mulher ainda na porta de casa. Ela estaria parada na porta e o caminhão já estava ligado. Ele diz ter molhado o para-brisa (que estava embaçado pelo frio) e embarcado no veículo. Depois, seguiu dirigindo e só parou em Correia Pinto (em Santa Catarina) _ conta o delegado Vítor.

Pacheco deixou a moradia por volta das 6h30min e percorreu cerca de 130 quilômetros até a cidade catarinense. O trajeto foi confirmado por meio do GPS do veículo. Lá, ele foi informado que Edleuza havia morrido e decidiu retornar. O local onde o corpo estava é uma via de chão batido, num declive em curva.

— Não há dúvida de que foi o caminhão dele. Há resíduos de calcário no corpo da mulher e perto dela. Mas o que nos chama a atenção é como o corpo da mulher estava afastado de casa, como ela teria se colocado na frente do caminhão, por exemplo? — questiona o delegado.

Mulher pretendia mudar de casa, segundo irmã

A reportagem tentou contatar Nilceu Pacheco pessoalmente e por telefone, mas familiares dele não permitiram a ele dar sua versão sobre o caso. A irmã de Edleuza, Adriana Tavares, está intrigada sobre o atropelamento. 

— Não sabemos como pode ter ocorrido isso. Ele (Pacheco) nos disse que minha irmã falou que iria arrumar um lugar para ela (morar). Essa conversa aconteceu na porta de casa. Pouco depois, ela foi achada na rua — revela Adriana.

Nos minutos que antecederam o acidente, o casal estava com os filhos na moradia. Os adolescentes dormiam e só souberam da morte horas depois. 

— Um deles estranhou a movimentação perto da moradia quando ia para o colégio. Chegou a pedir pela minha irmã. Mas um vizinho, para não assustar ele, disse que a mãe havia saído para ver outra coisa. Ele ficou sabendo mais tarde, quando já estava no colégio — conta Adriana.

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