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Ambiente30/06/2018 | 07h00Atualizada em 30/06/2018 | 13h57

Arroio Tega: Ações para as próximas duas décadas

Pioneiro percorreu o curso do arroio do bairro São Ciro até a localidade de São Giácomo

Arroio Tega: Ações para as próximas duas décadas Felipe Nyland/Agencia RBS
Estação de Tratamento de Esgotos Dal Bó trata, sem químicos, esgoto sanitário dos bairros Século 20, Mariland e São Ciro Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Identificados os agentes poluidores do Arroio Tega, o que se pode fazer para minimizar os danos e quem sabe prospectar uma recuperação? E a quem cabe executar ações? 

O Samae tem meta estabelecida no Plano Municipal de Saneamento de construir 300 quilômetros de rede específica para esgoto sanitário no município nos próximos 20 anos. Isso equivale a 750 quarteirões, considerando quadras de 100 metros, ou quase a distância entre Caxias do Sul e Santa Maria, no centro do Estado.

– É uma meta baixa em relação a necessidade. Mas esses 300 quilômetros representam um investimento na ordem de R$ 200 milhões, seriam R$ 10 milhões por ano – diz o diretor de Planejamento do Samae, Gerson Panarotto.

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Essa é a prioridade do Samae, o lançamento do esgoto sanitário, que só será resolvido quando toda a rede separadora estiver construída. Mas são várias as ações que precisam ser executadas e cada um tem a sua parte nessa tarefa. Ao Samae, cabe o investimento em saneamento e a preservação da bacia de captação. À Semma cabe o licenciamento e a fiscalização ambiental. Mas, a população tem que fazer suas ligações na rede de esgoto, tem que manter suas fossas sépticas limpas e tem que desenvolver uma consciência de preservação, que inclui atos simples como não jogar lixo nas ruas ou perto de cursos d'água. Todas essas ações interligadas vão resultar em um Tega mais limpo para todos.

– Como mudamos a condição de um rio? Só tem uma forma: parar de lançar. Conexão de esgotos na rede e efetivo tratamento por todas as empresas que estão localizadas na bacia. Recuperar o ecossistema é outra história. O ecossistema nunca mais se recompõe, o original. Vai se estruturar ali um novo ecossistema, que não temos como saber qual será – resume Vania Schneider, doutora em Engenharia de Recursos Hídricos e Saneamento.

O ESGOTO NA CIDADE

:: Caxias tem 470 quilômetros de rede exclusiva para esgoto sanitário, o que representa cobertura de 20,14% da cidade.
:: A maioria da rede é mista – 1.700 quilômetros, o equivalente a 72,85% do município.
:: No total, entre coleta e afastamento de esgoto dos cursos naturais, são 2.170 quilômetros de rede perfazendo 93% do perímetro urbano e rural.
:: Porém, 7% de Caxias não é atendida por nenhuma rede de esgoto.
:: A meta do Samae para os próximos 20 anos é construir 300 quilômetros de rede do tipo separador (exclusivo para esgoto sanitário), o que significaria dizer que 750 quarteirões, considerando quadras de 100 metros, receberiam rede em frente as casas em duas décadas.

 
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