"Tripalium", por Sergio Amarildo Soares - Geral - Pioneiro

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Opinião09/05/2018 | 10h29Atualizada em 09/05/2018 | 11h40

"Tripalium", por Sergio Amarildo Soares

Autor é cientista social

"Tripalium", por Sergio Amarildo Soares reprodução/
Foto: reprodução
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"A palavra trabalho vem do latim Tripalium, que significa castigo", diz pesquisa sobre a origem da palavra.

A relação entre trabalho e castigo tem a ver com a forma que a mesma se desenrolou no decorrer da história. Por muitos anos, ocorreu o trabalho forçado, escravo. Algumas pessoas podiam ter a propriedade de outras. Elas tinham que trabalhar para seus reis, senhores, patrões, sem receberem nenhuma forma de pagamento. A liberdade era seletiva. Alguns eram livres. Outros não.

Em outras situações se podia optar pelo trabalho. Representando melhorias consideráveis aos trabalhadores. Neste tipo de trabalho a possibilidade de vida com mais dignidade era bem maior. Isso porque havia uma recompensa para quem utilizava de sua mão de obra como forma de garantir suas necessidades existenciais.

Na atualidade sabe-se que há circunstâncias nas quais o trabalho é um castigo. Existem condições desumanas de trabalho e até escravizantes. Há, por outro lado, realidades em que o trabalho já atingiu patamares de respeito e dignidade das pessoas envolvidas, favorecendo aos seus familiares. 

O desemprego é uma faceta cruel. O não trabalho. Isso porque os cidadãos não conseguem ocupações profissionais para seu sustento e da sua prole. Neste caso, não ter trabalho não deixa de ser uma forma de 'castigo'. O sofrimento para quem vive nesta condição produz uma série de problemas para si e suas comunidades. Um dos principais é a desestruturação psicossocial dos atingidos.

Há um grande caminho a ser percorrido para que o trabalho signifique autorrealização, dignidade, sonhos concretizados, remuneração justa e prazer naquilo que se faz. Reduzir ao máximo o labor que seja castigo, obrigação, exploração e, em casos extremos, escravidão, deveria ser uma prática almejada por todos os cidadãos.

O fato é que sem ele não se vive. Com ele transforma-se a natureza e, ao mesmo tempo, os seres humanos são transformados. Muito do que a humanidade descobriu, criou, evoluiu, progrediu, deve-se a muitas e muitas mãos, mentes e corpos que trabalharam com afinco, dedicação, satisfação e habilidade.

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