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Suspeito de fraude03/05/2018 | 13h47Atualizada em 03/05/2018 | 13h48

Justiça decreta prisão preventiva e ex-gerente do Ministério do Trabalho de Caxias segue preso

Polícia Federal ainda analisa material recolhido na casa e no computador de Julio Cesar Goss

Justiça decreta prisão preventiva e ex-gerente do Ministério do Trabalho de Caxias segue preso André Fiedler/Agência RBS
Agência normalizou atendimento nesta quarta (2) Foto: André Fiedler / Agência RBS

O ex-gerente regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em Caxias do Sul, Julio Cesar Goss, segue preso. Ele havia sido detido temporariamente na quarta-feira da semana passada (25) por meio de um mandado com validade até o último domingo (29). Na sexta-feira (27), porém, a Justiça decretou a prisão preventiva, que tem prazo indeterminado. O pedido partiu da Polícia Federal (PF), a partir de elementos levantados nas investigações.

Além da prisão, a Justiça suspendeu Goss por 30 dias das funções públicas. O próprio Ministério do Trabalho também determinou o afastamento do servidor. Ele é suspeito de fraudar o cadastro de sete mil pescadores que haviam solicitado o seguro-defeso para desviar o benefício. Ao todo, os investigadores suspeitam que o esquema tenha movimentado R$ 20 milhões. A maior parte dos pescadores que tiveram o cadastro alterado sem saber são da região norte do país. Já 68% dos saques, realizados por supostos integrantes do esquema, foram registrados no Estado do Amapá, também no Norte.

Durante o cumprimento dos mandados da operação Timoneiro, que resultou na prisão do ex-gerente, os policiais também recolheram o HD do computador utilizado por ele na agência do MTE. Na casa dele, foram apreendidos extratos bancários, celulares e dinheiro. 

De acordo com a delegada Paula Fontanelli, que conduz as investigações, a suspeita é que Goss seja apenas uma ponta do esquema. O material recolhido agora passa por análise para tentar identificar outras pessoas envolvidas na fraude.

Em depoimento após a prisão, Goss negou ter fraudado dos cadastros. O advogado dele, Vinícius de Figueiredo, disse que vai aguardar a conclusão do inquérito e a análise das provas técnicas para definir a estratégia de defesa para que o ex-gerente responda ao processo em liberdade.

A agência do MTE atende todos os serviços normalmente e a gerência regional está sob responsabilidade de Vanius Corte, que já foi titular do cargo.

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