Greve dos caminhoneiros: empresário de transportes é preso no RS por locaute - Geral - Pioneiro

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Paralisação nas estradas31/05/2018 | 10h32Atualizada em 31/05/2018 | 13h47

Greve dos caminhoneiros: empresário de transportes é preso no RS por locaute

Transportador teria ajudado nos bloqueios promovidos pelos motoristas

Greve dos caminhoneiros: empresário de transportes é preso no RS por locaute Félix Zucco/Agencia RBS
Segundo a PF, investigado teria ameaçado caminhoneiros e os obrigado a abandonar seus veículos em estradas Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Saiu no Rio Grande do Sul a primeira prisão por locaute — boicote empresarial — durante a greve dos caminhoneiros. A Polícia Federal (PF) prendeu um empresário da área de transportes que teria ajudado de forma ativa a organizar a paralisação de motoristas de caminhão que completa 11 dias nesta quinta-feira (31).

A Polícia Federal não divulgou o nome do empresário nem da empresa que ele dirige. GaúchaZH apurou, no entanto, que ele é dirigente da Irapuru Transportes Ltda., cuja sede fica em Caxias do Sul. Ele teve a prisão temporária decretada pela Justiça Federal. Ela dura cinco dias e pode ser prorrogada por mais cinco dias.

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O transportador teria papel decisivo em bloqueios de caminhões realizados na RS-452, entre os municípios de Feliz e Vale Real, na encosta da Serra, e também na RS-122 e na BR-116.

Mais de 60 policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão nos municípios de Vale Real e Caxias do Sul. O empresário foi preso num condomínio de luxo em Xangri-lá.

O inquérito foi instaurado quarta-feira (30), a partir de denúncias recebidas e análise de informações empresariais. A investigação apontou que o empresário estaria ameaçando caminhoneiros para que não realizassem transporte de cargas. Ele também teria obrigado motoristas a desembarcar dos seus caminhões e abandonar os veículos em postos de gasolina.

A PF chamou a Operação de Unlocked (desbloqueado, em inglês). O empresário é investigado por atentado contra a liberdade de trabalho  (Artigo 197 do Código Penal) e associação criminosa (Artigo 288 do CP).



 
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