"Estamos privando essas pessoas de uma vida normal", diz superintendente do Hospital Pompéia  - Geral - Pioneiro
 

Cirurgias eletivas17/05/2018 | 06h30Atualizada em 17/05/2018 | 06h30

"Estamos privando essas pessoas de uma vida normal", diz superintendente do Hospital Pompéia 

4.451 pessoas aguardam por procedimento cirúrgico em Caxias

"Estamos privando essas pessoas de uma vida normal", diz superintendente do Hospital Pompéia  Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

A superintendente administrativa do Hospital Pompéia, Daniele Meneguzzi, afirma que a demora na realização de cirurgias eletivas em Caxias do Sul pode colaborar com o agravamento do quadro de saúde dos pacientes que estão na fila. 

— Nos sensibilizamos com todas as histórias porque sabemos que pacientes que não fazem o procedimento eletivo tem uma piora no estado de saúde. A demanda por cirurgias é expressiva e preocupante e nós, enquanto hospital, temos responsabilidade perante o paciente. Sabemos que estamos privando essas pessoas de qualidade de vida, porque esse paciente que tem problema de quadril, coluna, por exemplo, um dia vai bater aqui no nosso pronto-socorro para uma cirurgia de urgência, e muito mais complexa do que seria inicialmente. Isso nos sensibiliza demais, mas nosso problema é financeiro. Podemos aumentar a capacidade hospitalar, mas precisamos de recursos — destaca. 

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Conforme Daniele, o Pompéia busca há anos uma rediscussão sobre o compartilhamento regional no atendimento à alta complexidade. A região toda encaminha para o hospital esses pacientes, e isso resulta em um estrangulamento operacional na emergência e no ambulatório. Formam-se listas de espera por cirurgias eletivas e a sobrecarga na UTI é histórica, tanto que todos os leitos, até os improvisados no pronto-socorro, estão sempre ocupados. 

Para a superintendente, superada a questão financeira — o município repassa acima do teto, e o Estado e a União não têm recursos — seria preciso pensar em alternativas para não privar o paciente de saúde:

— As cirurgias ambulatoriais poderiam ser feitas em horários alternativos, já que os pacientes não precisam ficar internados. Podem ser feitos procedimentos à noite e aos finais de semana, mas, para isso, os municípios da região teriam que se somar e repassar recursos para Caxias. Internamente, alteramos nossa organização para tentar reduzir, por exemplo, o tempo de internação de um paciente do SUS de 12 para oito dias, assim temos mais leitos para tentar atender a demanda.

O Pioneiro tentou contato com o diretor-geral do Hospital Geral, Sandro Junqueira. Ele não quis comentar o assunto.

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