"É 99% de chance de ser ele", relata filha de homem desaparecido após incêndio em Caxias - Geral - Pioneiro

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Apreensão28/05/2018 | 12h55Atualizada em 28/05/2018 | 12h55

"É 99% de chance de ser ele", relata filha de homem desaparecido após incêndio em Caxias

Exame de DNA para confirmar identificação pode levar de três a seis meses para ser concluído

"É 99% de chance de ser ele", relata filha de homem desaparecido após incêndio em Caxias Bruno Zulian/Divulgação
Arquivo:Antônio Sérgio Borges da Silva e Max em frente ao casarão histórico na esquina da Av. Rio Branco com a Rua Olavo Bilac Foto: Bruno Zulian / Divulgação
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O alto grau de carbonização do corpo encontrado após o incêndio que destruiu o histórico casarão na divisa dos bairros Rio Branco e São Pelegrino, em Caxias do Sul, dificulta o trabalho de identificação da vítima. A previsão é de que a perícia demore entre três e seis meses até ter resultado conclusivo por meio de exame de DNA. 

No entanto, moradores e comerciantes próximos ao local da tragédia relataram o desaparecimento de um icônico e querido personagem da região, o aposentado Antônio Sérgio Borges da Silva, ou "Cabreira", como era mais conhecido por amigos. Todos os dias, ele era visto tomando chimarrão no trevo em frente ao casarão, na esquina da Av. Rio Branco com a Rua Olavo Bilac, ao lado de seu fiel companheiro, o cão Max.

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Embora a família não descarte as esperanças de que Borges tenha conseguido escapar, a filha dele reconhece a probabilidade de que o pai tenha sido a vítima encontrada.

— É 99% de chance de ser ele. Todos os dias ele nos ligava duas, três, até quatro vezes e hoje (segunda-feira) não nos ligou e não atende o telefone. E ele sabe onde eu moro — relata emocionada Joelma Ribeiro da Silva.

Antônio Sérgio Borges da Silva, 75 anos, é natural de Lagoa Vermelha e se mudou para Caxias do Sul há 16 anos. Antes de se aposentar, ele trabalhou como carpinteiro e pintor. Vivia há cerca de quatro anos em um dos quartos do casarão, porém, não pagava aluguel, pois era amigo do locatário do imóvel, o empresário Renato Rissi. Ainda assim, ajudava na eventual necessidade de reparos na casa e foi quem fez a pintura mais recente do local. 

— Ele era muito ativo. Apesar de aposentado, estava sempre procurando algo para fazer. Ele adorava viver, adorava a vida. É tão difícil acreditar que isso pode ter acontecido —  acrescenta Joelma.

Além dos escombros do patrimônio histórico, a ausência de Antônio e Max ressalta o vazio do local na manhã seguinte ao incêndio. O cão, que era famoso pela fidelidade ao dono, também desapareceu, mas, a esperança de Joelma, é a de que ele tenha escapado.

— Só Deus sabe onde o Max está, mas espero que tenha conseguido fugir — comenta.

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