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Revitalização 08/05/2018 | 16h20Atualizada em 08/05/2018 | 17h05

Após corte de árvore, prefeitura de Farroupilha estuda alargar rua

Remoção de timbaúva histórica provoca mobilização de entidade de proteção ambiental

Após corte de árvore, prefeitura de Farroupilha estuda alargar rua Luiz Nichetti/Divulgação
Remoção de árvore na região central provoca polêmica no município Foto: Luiz Nichetti / Divulgação

A remoção de uma árvore histórica no início do caldação da Rua Júlio de Castilhos, em Farroupilha, provocou questionamentos sobre o que motivou a mudança na paisagem. A prefeitura trabalha na revitalização desta área central, mas diz que o exemplar da espécie nativa timbaúva não foi retirado por conta do projeto, e sim porque a planta já estaria condenada e colocaria em risco os pedestres. A derrubada da árvore provoca mobilização na cidade.

A Associação Farroupilhense de Proteção ao Ambiente Natural (Afapan) cobra mais explicações sobre a forma como foi decidida a remoção da planta. A entidade solicita  ao Executivo, Conselho Municipal do Meio Ambiente (Conplam)  e Ministério Público documentos que embasem o corte. 

— Não é bem assim cortar uma árvore histórica sem nenhuma discussão. Qual o papel dela para a cidade? Não podia ser tratada? Não havia nenhuma chance de rebrotar? Em Farroupilha, é muito comum cortar fora quando se tem algum problema. Se querem revitalizar o Centro, por que então não enterram a fiação para evitar ações como a radicalização com poda? — questiona a vice-presidente da Afapan, Tânia Bertholdo.

Árvore Farroupilha
Copa da árvore histórica ocupava invadia duas ruasFoto: Adroir da Silva / Divulgação

A prefeitura afirmou que cortes radicais promovidos pela companhia de energia elétrica contribuíram para a degradação do exemplar nativo. Segundo o secretário do Meio Ambiente, Miguel Angelo Silveira de Souza, os fios de alta tensão passavam em meio à árvore e a análise da espécie que será plantada no local vai levar em conta tal situação. Até por isso, ele considera que a tendência é de que não seja uma timbaúva pelo tamanho que atinge e o local onde haverá o replantio será diferente.

Para se ter uma ideia, a copa da árvore removida invadia duas ruas. O titular do Meio Ambiente explica que, embora não estivesse no projeto inicial de revitalização a remoção da planta, a decisão de retirá-la foi tomada na última semana para aproveitar a movimentação de obras no local.

— Com isso, também haverá a possibilidade de alargamento da rua — adianta o secretário.

Souza disse que avaliação de técnicos da Secretaria apontou que 90% da árvore estava morta e, por isso, ela não deveria ser transferida ou tratada. 

— Como toda a vida tem seu ciclo, a árvore também. Nós apenas abreviamos em muito pouco a morte total dela — afirmou.

Segundo o secretário, há outras árvores mais antigas no calçadão da Júlio que estão comprometidas com pragas e deverão ser avaliadas.

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