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Trânsito09/05/2018 | 10h00Atualizada em 09/05/2018 | 10h28

A rua onde você mora precisa de semáforo? Audiência pública quer diminuir violência nas ruas do país

Um formulário está disponível na internet e integra o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans)

A rua onde você mora precisa de semáforo? Audiência pública quer diminuir violência nas ruas do país Thamiris Mondin/Agência RBS
Último acidente grave em Caxias ocorreu na RSC-453, próximo ao Viaduto do Torto, em 23 de abril Foto: Thamiris Mondin / Agência RBS
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A rua onde você mora ou trabalha precisaria de um semáforo para pedestres? O centro da cidade tem poucas faixas de segurança? Como está a sinalização das rodovias que passam pela Serra? Se você tem apontamentos que contribuam para reduzir acidentes e, consequentemente, as mortes em Caxias do Sul e em outros municípios da Serra basta encaminhar as demandas para o Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) do Rio Grande do Sul. O formulário está disponível na internet e integra o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans). 

O principal objetivo é estabelecer metas local, estadual e nacional para diminuir pela metade a violência nas ruas e estradas de todo o país. Há também outra forma de participar desse movimento previsto em lei federal. Nesta quinta-feira, representantes de setores envolvidos na prevenção de acidentes de trânsito trarão um diagnóstico sobre o quadro atual nas rodovias da região e o que pretendem fazer para amenizar tantas perdas. A audiência é aberta ao público e ocorre no Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG), das 8h às 12h. 

— Já são 20 anos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e não tem esse plano de redução. O projeto ficou nove anos parado no Congresso. Uma das razões para essa discussão é que os códigos de trânsito não têm eficácia porque não há pacto com a sociedade — diz o presidente do Cetran/RS, Luiz Noé.

Em Caxias do Sul, a quantidade de acidentes sempre oscilou para mais ou para menos, mas nunca houve, de fato, uma redução que se manteve durante anos seguidos. Em 2008, por exemplo, 62 pessoas morreram na cidade. O número caiu quase pela metade em 2016, com 34 casos. Contudo, no ano passado as mortes voltaram a subir e chegaram a 44 casos.

— Temos dois novos problemas a mais no trânsito. Um deles é as redes sociais: é pedestre ou motorista mexendo no celular e não prestando atenção, é gente com fone de ouvido. Outro: vamos soltar de 184 mil condutores acima de 65 anos para 260 mil condutores nesta faixa etária em cinco anos. Sabemos que idosos têm o reflexo reduzido dirigindo ou quando estão na calçada. Temos que administrar esse tipo de situação e muitas outras coisas vão surgir, pois o trânsito está em constante mudança — aponta Noé.

Divulgação dos dados ocorre em setembro

A audiência desta quinta-feira na FSG servirá para coletar ideias para um trânsito melhor na Serra. Prefeitos de 70 municípios já receberam questionamentos e foram convidados a apresentar sugestões hoje. Na programação, também serão divulgados dados estatísticos do trânsito local trazidos pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran). A Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) e a Fundação Thiago Gonzaga apresentarão painéis sobre o tema.

O evento é o segundo de uma série que teve início em Santo Ângelo e até julho será levado a Porto Alegre, Pelotas, Santa Maria e Passo Fundo. Em agosto, o CetranRS encaminhará os resultados para o Conselho Nacional de Trânsito, que estabelecerá, a partir de informações de todo o país, as metas para serem implementadas entre setembro deste ano e setembro de 2019. O documento deve ser divulgado durante a Semana Nacional de Trânsito, que ocorre entre 18 e 25 de setembro deste ano.

— O que a população apontar, será encaminhado para o gestor municipal. A partir disso, será estabelecida a meta e, daqui um ano, vamos ver o que avançou — garante o presidente do Cetran, Luiz Noé.

Movimento

O Pnatrans, instituído pela lei federal 13.614/18, é coordenado no Estado pelo Cetran, com apoio do Detran, do CRBM, da PRF, da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, da Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs), da Associação Gaúcha de Municípios, da União dos Vereadores do RS, a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga e do Instituto Zero Acidente.

COMO PARTICIPAR

PELA INTERNET

Na consulta aberta na internet pelo Cetran, com apoio do Detran, é possível avaliar o trânsito de sua cidade e o comportamento dos condutores num formulário online. São cinco questões. No mesmo link, você pode dar sugestões para melhorar o trânsito em Caxias do Sul e região. 

A consulta permanecerá disponível até julho. Após, os dados serão compilados e encaminhados para o Conselho Nacional de Trânsito. Em setembro, a partir do diagnóstico, serão estabelecidas metas em cada cidade, município e Estado brasileiro. Dentro de um ano, o Cetran deve avaliar o que avançou no Estado.

Para participar da consulta, acesse o link bit.ly/2wbZfgF.

DE FORMA PRESENCIAL

O quê: audiência pública Qual é o trânsito que você quer?
Onde: FSG (Rua Os Dezoito do Forte, 2369, prédio G - São Pelegrino)
Quando: nesta quinta-feira, das 8h às 12h
Quanto: entrada gratuita

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