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Educação Pública 03/04/2018 | 21h13Atualizada em 03/04/2018 | 21h51

Grupo sugere mudanças no zoneamento escolar, em Caxias 

Assunto era debatido desde dezembro, mas ganhou destaque com o caso Naiara 

Grupo sugere mudanças no zoneamento escolar, em Caxias  Roni Rigon/Agencia RBS
Residência da família deve ser principal fator analisado na hora de indicar as opções de escola para matricular crianças e adolescentes Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O sistema de zoneamento escolar em Caxias do Sul deve passar por alterações, atingindo, principalmente, a distribuição de vagas. A ideia é que a residência da família seja o principal fator analisado na hora de indicar as opções de escola para matricular a criança ou adolescente. Por vezes, os pais acabam escolhendo uma instituição mais distante por acreditarem que ela tem melhor ensino.

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O assunto foi debatido na tarde desta terça-feira durante encontro de integrantes do Ministério Público (MP), da Secretária Municipal de Educação, da Coordenadoria Regional de Educação, do Conselho Tutelar e da Câmara de Vereadores. Apesar de a necessidade de mudanças vir sendo discutida desde o final do ano passado, a necessidade de providências ganhou força após o rapto, estupro e assassinato de Naiara Soares Gomes, sete anos. A menina foi sequestrada quando caminhava sozinha de casa, no loteamento Monte Carmelo, para a Escola Municipal Renato João Cesa, no bairro Esplanada. O caso levantou uma questão primordial: quantas crianças estudam a mais de dois quilômetros de onde moram e precisam percorrer a pé e sozinhas o caminho de casa até a escola?

Durante o encontro de ontem, foram delineadas as zonas escolares considerando a distância casa-escola e não escola-escola. Conforme a promotora regional Simone Martini, essa mudança garantiria que crianças e adolescentes estudassem mais perto de casa, equalizando a distribuição dos alunos nos estabelecimentos de ensino:

— Geralmente, as famílias indicam escolas que são consideradas melhores, mas que ficam longe das residências onde vivem. Isso acaba impedindo que um estudante que mora perto dessa instituição estude ali. Sem vaga, ele terá de se deslocar para longe. O grupo deliberou, então, que uma das alternativas é rever esse sistema de distribuição das vagas, considerando a distância entre a casa e a escola. 

Também foi debatida a necessidade do transporte coletivo urbano a estudantes de escolas públicas que não contam com linhas de transporte coletivo próximas aos estabelecimentos de ensino e também a aqueles que residem a mais de dois quilômetros de distância da escola. A ampliação das linhas também será debatida por integrantes das secretarias de Transporte, Educação e Planejamento.

Uma nova reunião está marcada para o dia 9 deste mês a partir das 14h, na sede da Coordenadoria Regional de Educação (4ªCRE). A intenção é discutir a reedição do termo de cooperação para matrículas que será firmado entre Estado e município, para entrega à Secretaria Estadual da Educação no dia 12 de abril. 

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