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Trabalho12/03/2018 | 15h56Atualizada em 12/03/2018 | 15h56

Trinta dos 160 carteiros de Caxias do Sul aderem à greve nacional

Podem ocorrer situações de atrasos pontuais

Trinta dos 160 carteiros de Caxias do Sul aderem à greve nacional Bruno Alencastro/Agencia RBS
Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS
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Pelo menos 30 dos 160 carteiros que trabalham em Caxias do Sul aderiram à greve dos Correios nesta segunda-feira. A ausência destes trabalhadores deve impactar diretamente nas entregas em toda a cidade. A tendência é que mais profissionais participem do movimento grevista, acredita o diretor da unidade de Caxias do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect-RS), Ricardo Paim. Por meio da assessoria de imprensa, a empresa informou que podem ocorrer situações pontuais de atraso nas entregas de encomendas, mas nega que a situação estaria generalizada em Caxias do Sul. 

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— São diversos motivos que nos fazem entrar em greve, entre eles as mudanças do plano de saúde. É uma paralisação sem prazo para acabar  —afirma Paim.

O sindicato estima que a defasagem do número de trabalhadores em Caxias do Sul seja de, pelo menos, 60 profissionais. Entre os motivos apontados para a paralisação está a sobrecarga de trabalho por falta de funcionários para entregar as encomendas, a decisão da empresa de tirar a inclusão dos pais nos planos de saúde e a proposta de redução de carga horária para seis horas diárias, com redução salarial de 25%. 

Confira a nota dos Correios na íntegra:

"A greve é um direito do trabalhador. No entanto, um movimento dessa natureza, neste momento, serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados. Esclarecemos à sociedade que o plano de saúde, principal pauta da paralisação anunciada para a próxima segunda-feira (12) pelos trabalhadores, foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho e que, após diversas tentativas sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST. A empresa aguarda uma decisão conclusiva por parte daquele tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos."


 
 
 

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