Carlos Barbosa busca diminuir o número de vítimas do conto do bilhete premiado - Geral - Pioneiro
 

Prevenção08/03/2018 | 09h47Atualizada em 08/03/2018 | 09h47

Carlos Barbosa busca diminuir o número de vítimas do conto do bilhete premiado

A maioria dos casos ocorrem com mulheres acima de 60 anos

Carlos Barbosa busca diminuir o número de vítimas do conto do bilhete premiado Fernando_Ramos/Agencia RBS
Foto: Fernando_Ramos / Agencia RBS

O sonho de ganhar na loteria faz parte da vida de muita gente. No ano passado, a Caixa Econômica Federal pagou, ao todo, mais de R$ 4,2 bilhões em prêmios. O problema é que ainda existe quem se aproveite desse sonho para aplicar o velho conto do bilhete premiado, causando danos a um grupo que é formado, geralmente, por pessoas idosas. Em Carlos Barbosa, a maioria das vítimas são mulheres acima de 60 anos. Os prejuízos variam, mas já teve uma pessoa que entregou R$ 100 mil para os criminosos.

Para mudar essa realidade e prevenir novos golpes, diversos setores da cidade se uniram para traçar um plano de conscientização de idosos e familiares.  O objetivo é levar palestras e orientações, além do trabalho que já vem sendo feito no Centro de Convivência do Idoso, liderado pela escrivã da Polícia Civil Regiane Cavalli Casagrande.

A secretária municipal de Assistência Social e Habitação, Jéssica Dalcin Andrioli, foi uma das autoridades que conduziram a reunião que debateu o tema na terça-feira. O grupo formulou ações que podem auxiliar em uma mudança de perspectiva.

– Essa foi uma primeira reunião. A ideia agora é reunir a associação de bairros e utilizar os veículos de comunicação para espalhar medidas preventivas, auxiliando os idosos que não tem essa informação e também alertar as famílias  – explica a secretária Jéssica.

Apesar de apenas um golpe ter deixado um prejuízo de R$ 100 mil para uma das vítimas no ano passado, em geral, os valores pedidos pelos golpistas variam de R$ 5 a 10 mil, pois é mais fácil sacar valores baixos. De acordo com Regiane, os casos ocorrem com mais frequência nas comunidades do interior de Carlos Barbosa. 

– Mesmo com o nosso trabalho de conscientização no Centro de Convivência do Idoso, e entregando em mãos os folhetos com orientações contra o golpe, temos percebido que os casos mais frequentes atingem a área rural – relata a policial.

Ainda segundo ela, em 2017 foram registrados pelo menos três casos em Carlos Barbosa. O número parece baixo, mas chama a atenção pelo contexto da cidade, que registra bem menos crimes do que outros municípios. Seja qual for o caso, a orientação é só uma: desconfiar  de premiações fáceis e jamais sacar muito dinheiro sem comunicar antes um familiar.

Foto: Charles Segat

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