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Serra Gaúcha02/02/2018 | 15h23Atualizada em 02/02/2018 | 15h23

Verba estadual para operação do SAMU no hospital de Farroupilha continua atrasada

Na semana passada, a Secretaria Estadual de Saúde havia anunciado que quitaria todos os débitos com hospitais

Verba estadual para operação do SAMU no hospital de Farroupilha continua atrasada Leandro Rodrigues/Divulgação
Hospital São Carlos passa por grave crise financeira Foto: Leandro Rodrigues / Divulgação

 O Hospital São Carlos recebeu R$ 180 mil do valor atrasado pelo governo do Estado relativo aos meses de novembro e dezembro. Segundo a superintendente da instituição, Janete Toigo, o valor não contempla os R$ 20 mil referentes à operação do SAMU. Na semana passada, a Secretaria Estadual de Saúde havia anunciado que quitaria todos os débitos com hospitais. Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria da Saúde do Estado disse que não divulga o valor repassado para cada hospital. 

O São Carlos passa por grave crise financeira. A superintendente diz que o valor recebido do governo do Estado é bem-vindo, mas é pouco diante da necessidade. O recurso será utilizado para pagar dívidas, incluindo honorários médicos atrasados. 

O hospital também estava na expectativa de um repasse de R$ 700 mil que seriam destinados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) pelo Estado. Como o valor não deve mais ser usado porque o município desistiu da UPA, a intenção era direcioná-lo para reduzir o impacto financeiro no São Carlos. O governo do Estado diz que a situação ainda é avaliada. 

A superintendência também busca habilitação de novos serviços para garantir mais recursos. O principal deles é a porta de entrada no SUS a nível federal. Desde 2013, o hospital não tem a habilitação estadual. Segundo Janete, esse serviço possibilitaria R$ 100 mil a mais por mês. 

Além disso, a instituição tenta oferecer novos serviços para agregar outros R$ 150 mil em verba mensal. Entre eles, a habilitação do ambulatório, três leitos de UTI, 12 leitos de retaguarda, de procedimentos de laqueaduras e vasectomias. Também aguarda recursos do projeto Rede Cegonha, para o qual já foi habilitado.

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