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Bichos peçonhentos02/02/2018 | 11h47Atualizada em 02/02/2018 | 11h47

Saiba como se prevenir de acidentes com aranhas, serpentes e escorpiões

Os ataques ocorrem com mais frequência na zona rural, mas também há muitos casos na área urbana de Caxias, principalmente durante o verão

Saiba como se prevenir de acidentes com aranhas, serpentes e escorpiões Arte / Pioneiro/Pioneiro
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Pequenos cuidados no dia a dia são fundamentais para prevenir acidentes com bichos peçonhentos como serpentes e aranhas. Dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Caxias do Sul indicam que as picadas em seres humanos aumentam no verão. De abril a novembro, a média é de 18 casos por mês em Caxias do Sul, número que aumenta consideravelmente de março a dezembro, quando a média mensal sobe para 29 casos. 

O levantamento é baseado nas notificações encaminhadas pelos hospitais e postos de saúde à Vigilância no ano passado. Não há informações sobre óbitos provocados pelos venenos dos animais.

Conforme o setor, as aranhas estão entre os bichos mais citados pelos pacientes que buscam socorro médico. Logo atrás, aparecem as serpentes. Contudo, nem sempre a pessoa consegue identificar a origem do ferimento quando se trata de aranhas ou outros bichos menores.

— Nesses casos, é importante ficar atento aos sintomas, se há evolução, se a lesão é grande e buscar atendimento médico — orienta a diretora da Vigilância em Saúde da SMS, Maria Ignez Bertelli.

Os acidentes são mais frequentes na área rural, principalmente quando envolvem serpentes. Mas há muitos casos na área urbana.

Conforme Maria Ignez, a melhor prevenção é ficar atento  quando se está circulando em matas, campings e galpões. Luvas, botas e sapatos bem fechados são fundamentais para impedir os acidentes com os bichos. Outra dica é inspecionar roupas, calçados e toalhas antes do uso. 

— Não colocar as mãos em buracos na terra, em árvores ou sob lenhas e pedras também evita acidentes — complementa a diretora diretora da Vigilância em Saúde. 

Maria Ignez reforça que só um profissional de saúde poderá avaliar a gravidade. Ou seja, quanto antes o ferido buscar atendimento, melhores são as chances de tratamento e recuperação.

— O ideal é lavar o local da picada com água e sabão, manter a vítima em repouso e com o membro acometido elevado até a chegada ao serviço de saúde — recomenda a diretora.

DICAS

:: Olhe sempre com atenção o local de trabalho e os caminhos a percorrer em áreas verdes, no campo, em galpões ou terrenos baldios.
:: Não coloque as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, pilhas de lenha ou entre pedras. Caso seja necessário mexer nestes locais, sugere-se usar um pedaço de madeira ou enxada.
:: Verifique roupas, calçados, toalhas, roupas de cama, panos de chão e tapetes antes de usá-los.
:: Afaste camas e berços das paredes. Não deixe que lençóis ou cobertores encostem no chão. Escorpiões e aranhas podem utilizá-los como apoio para subir.
:: Em locais rochosos ou com pedras soltas, caminhe sempre com os pés protegidos por um calçado firme, com solado antiderrapante (tênis ou sapatilha).
:: Em atividades de pesca, manuseie cuidadosamente os peixes durante sua retirada do anzol ou rede.
:: Em casos de ferimentos nas extremidades do corpo, como braços, mãos, pernas e pés, retire acessórios que possam levar à piora do quadro clínico, como anéis, fitas amarradas e calçados apertados.
:: Não amarre (torniquete) o membro ferido e, muito menos, corte ou aplique qualquer tipo de substância no local da picada.
:: Não tente "sugar com a boca" o veneno, ação que aumenta as chances de infecção no local da picada.
:: Informar ao profissional de saúde o máximo possível de características do animal causador do acidente, como tipo, cor e tamanho.

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