Promessa da prefeitura de Caxias para ajudar escolas de samba segue no papel - Geral - Pioneiro
 

Carnaval10/02/2018 | 07h00Atualizada em 10/02/2018 | 07h00

Promessa da prefeitura de Caxias para ajudar escolas de samba segue no papel

Município prometeu auxiliar na capacitação das agremiações, o que não ocorreu em 2017

Promessa da prefeitura de Caxias para ajudar escolas de samba segue no papel Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Como solução para a retomada do Carnaval de rua das escolas de samba, a prefeitura de Caxias garante mais uma vez que vai trabalhar para capacitar as agremiações. A intenção é que as organizações tenham condições de captar recursos e promover eventos autossustentáveis, tal como acontece com os blocos.

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É uma promessa, porém, que faz aniversário: o discurso de Wagner da Rosa, coordenador da Unidade de Arte e Cultura Popular da Secretaria de Cultura, emula a fala da ex-titular da pasta, Adriana Antunes, quando anunciou que o Carnaval de 2017 não teria recursos públicos

— Trata-se de uma nova forma de construção, para que eles possam se tornar mais independentes e o Carnaval possa continuar trabalhando com o envolvimento da comunidade — comentou a secretária, na época.

Mesmo assim, o coordenador afirma que a prefeitura colocará os planos em prática neste ano.

— Nossa intenção é proporcionar condições para as lideranças de escolas e para todos os interessados buscarem apoio pela LIC (Lei de Incentivo à Cultura), pelo Financiarte, por meio de recursos estaduais e federais. Queremos fazer uma capacitação de como apresentar projetos, sobre a prestação de contas. A gente quer capacitar as escolas para que se sintam em pé de igualdade com qualquer outro produtor cultural, e até firmem parcerias com entidades privadas — projeta. 

Wagner diz que o cronograma para as atividades ainda não está definido, já que parte da equipe responsável está de férias. Porém, a ideia é que resultados já sejam visíveis para o Carnaval de 2019, para que as escolas possam recuperar o papel que representam para os bairros onde estão inseridas. 

— A escola deve ser liderança da própria comunidade, podendo trazer outros tipos de projetos. O samba não é simplesmente um desfile uma vez por ano. É toda uma cultura que acontece na comunidade. Muitas vezes, as pessoas não têm noção do que as escolas trabalham durante o ano. Pretendemos instrumentalizar elas para que não fiquem à mercê de crises e do poder público — garante. 

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