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Saúde09/02/2018 | 07h52

Ministro da Saúde confirma apenas R$ 966,5 mil por ano para o Hospital Geral em Caxias 

Outras demandas de instituições de saúde e prefeitos da Serra não foram garantidas por Ricardo Barros

Ministro da Saúde confirma apenas R$ 966,5 mil por ano para o Hospital Geral em Caxias  Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Em visita ao Hospital Geral (HG), em Caxias do Sul, ontem à noite, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, confirmou o repasse de R$ 966,5 mil anuais (cerca de R$ 80,5 mil/mês) para a instituição, por realizar 100% dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Após cumprir agendas em Porto Alegre e em Passo Fundo, Barros participou de uma visita à estrutura do hospital às 19h de ontem. Depois, teve uma reunião com prefeitos de algumas das 49 cidades que integram a 5ª Coordenadoria da Saúde (5ª CRS) e deputados federais do Rio Grande do Sul.

O discurso do ministro se concentrou em conquistas nacionais da gestão de Michel Temer (PMDB), especialmente a economia de recursos obtidas com transparência nos contratos e compra de medicamentos, que, conforme o ministro, chegou a R$ 4,7 bilhões desde que ele assumiu a pasta.

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Especificamente para a Serra, pouco foi dito além do repasse para o HG: o pagamento das bolsas aos médicos residentes que atuam no Hospital Pompéia e no Geral, duas importantes reivindicações da região e que ultrapassam os R$ 200 mil mensais cada um, não foram garantidos. Tampouco o auxílio no custeio da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Zona Norte, pleiteado pelo prefeito Daniel Guerra (leia mais abaixo).

Como boa notícia para a região, o deputado Mauro Pereira (PMDB) declarou que a aprovação de uma emenda parlamentar para a retomada das obras de ampliação do HG está próxima. O empreendimento é orçado em cerca de R$ 7 milhões.

Durante o discurso, o ministro Barros também revelou que o governo federal pretende aumentar a participação de custeio do SUS, dividido com estados e municípios, ao mesmo tempo em que respeitará a PEC que limita os gastos públicos à inflação no país pós 20 anos.

_ Os municípios estão arcando mais com o SUS do que deveriam. Queremos retornar ao custeio de 50%, como diz o pacto federativo, mas não aumentando recursos, e sim aumentando a eficiência na gestão _ declarou.

Até o fechamento desta edição, líderes políticos e gestores da saúde da região seguiam encaminhando demandas ao ministro.

No início da tarde, na Capital, Barros foi recebido com protestos contra a reforma da previdência e declarou à RBS TV que a gestão moderna na saúde se faz com redução de leitos e aumento na prevenção.

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