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Saúde07/02/2018 | 20h12Atualizada em 07/02/2018 | 20h27

Hospitais de Caxias pedirão recursos ao ministro da Saúde para pagar médicos residentes

Solicitações das duas maiores instituições de saúde serão entregues durante agenda de Ricardo Barros na cidade hoje

Hospitais de Caxias pedirão recursos ao ministro da Saúde para pagar médicos residentes Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

A passagem do ministro da Saúde, Ricardo Barros, por Caxias do Sul hoje deve ser breve. A previsão é de que ele chegue ao município por volta das 19h30min e que se despeça ainda nesta noite. O primeiro compromisso programado é uma reunião com os diretores dos dois maiores hospitais da cidade, o Pompéia e o Geral. Na ocasião, as instituições de saúde pedirão ao ministro que as incluam no Fator de Incentivo ao Desenvolvimento de Ensino e Pesquisa (Fideps), que paga os valores referentes às bolsas dos médicos residentes dos hospitais de ensino.

– Construímos uma pauta para os dois hospitais. Temos o reconhecimento do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde como hospitais de ensino e não recebemos o valor referente à bolsa dos residentes. Os dois hospitais estão bancando isso com seus próprios recursos – explica Francisco Ferrer, superintendente do Pompéia.

No caso da instituição centenária, que tem 82% dos atendimentos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são R$ 200 mil por mês que deixam de ser investidos no custeio do hospital, como pagamento de folha de pessoal ou medicamentos, por exemplo, para serem destinados às bolsas de 49 residentes.

– A defasagem da tabela do SUS é muito grande, então, todo o valor que venhamos a receber para custeio é de suma importância – reitera Ferrer.

Sandro Junqueira, diretor-geral do Hospital Geral (HG) e anfitrião do ministro, reforça a importância de dispor dos R$ 260 mil que são empregados mensalmente no pagamento das bolsas dos 94 residentes para o custeio do hospital. O dinheiro poderia melhorar a situação da instituição, que atende 100% SUS e que encerrou 2017 com um déficit de R$ 6 milhões. Valor que deve saltar para R$ 9 milhões no final deste ano caso não haja uma injeção de recursos.

– Nosso grande problema é a questão do custeio e o Ministério pode subsidiar esse valor (das bolsas) – ressalta o administrador.

O HG forma profissionais de Medicina em 14 áreas, entre elas, cirurgia, pediatria e oncologia.

Além do encontro com os diretores dos hospitais, está na agenda uma reunião com prefeitos e gestores da área da saúde dos 49 municípios que integram a 5ª Coordenadoria Regional de Saúde. Segundo a assessoria do Ministério da Saúde, será uma reunião de trabalho para debater assuntos do SUS, na qual Barros deve ouvir as demandas e necessidades das cidades e apresentar um balanço das ações dele à frente do ministério.

Traumatologia e ampliação de leitos também são pautas

Os administradores dos hospitais Geral e Pompéia de Caxias não têm expectativa de conseguir tratar, nos cerca de 30 minutos em que estarão com o ministro Ricardo Barros, temas para além da residência médica. Mas, se pudessem ampliar a pauta, falariam sobre a ampliação de leitos e atendimento em traumato-ortopedia, respectivamente.

Para a retomada das obras de ampliação do Geral, que se iniciaram em 2014 e estão paradas há um ano e dois meses por falta de verba, são necessários em torno de R$ 7 milhões. Com a ampliação, o hospital aumentaria em 60% a capacidade de leitos gerais e de UTI, passando dos atuais 227 para 363.

Esta será a primeira visita de Ricardo Barros ao HG. Por isso, o diretor Sandro Junqueira pretende mostrar ao ministro o setor de oncologia, construído com investimento do Ministério da Saúde na ordem de R$ 10 milhões – o hospital é referência no tratamento contra o câncer para as 49 cidades da 5ª CRS. Quem sabe, entre um corredor e outro, possa surgir uma boa notícia de recursos para o término da ampliação.

Já no Pompéia, segundo o superintendente Francisco Ferrer, para resolver o gargalo em traumato-ortopedia é preciso discutir a possibilidade de distribuir os pacientes em outras instituições da região ou de aumentar o teto orçamentário encaminhado ao hospital para que consiga atender a pleno os 49 municípios para os quais é referência na área.

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